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18/01/2018

O curioso caso da mulher que só enxerga quando muda de personalidade

Ela tinha 33 anos quando visitou pela primeira vez a clínica psiquiátrica do médico alemão Bruno Waldvogel acompanhada de seu cão-guia, como costumava fazer há mais de uma década.

Tinha perdido a visão por completo havia 13 anos, após sofrer um acidente traumático sobre o qual os médicos não fornecem detalhes. Na época, ela foi diagnosticada com cegueira cortical, causada – de acordo com seu laudo médico – pelo dano cerebral ocasionado pelo acidente. Mas os motivos que a levaram à clínica de Waldvogel não tinham a ver com a cegueira.


A protagonista desta história, cujas iniciais são B.T., também sofria de transtorno dissociativo de identidade (múltipla personalidade) desde antes do evento traumático.

Personalidades diferentes

"Ela apresentava mais de 10 personalidades", diz artigo assinado pelo doutor Waldvogel e por Hans Strasburger, professor assistente de psicologia médica do Instituto de Medicina Psicológica de Munique, e que também tratou a paciente.

"Ela mudava de identidade espontaneamente. Em cada personalidade adotava nome, idade, gênero, atitudes e temperamento diferentes", relata o artigo publicado na revista especializada PsyCh Journal.

"Em alguns casos, a paciente falava até mesmo línguas diferentes; às vezes só inglês, outras alemão e, algumas vezes, os dois idiomas misturados."

Segundo a análise médica, a paciente havia vivido alguns anos, durante sua infância, em um país de língua inglesa. Por isso conhecia o idioma.

"O mais surpreendente foi quando, na quarta consulta, encarnando a identidade de um garoto adolescente, ela recuperou a visão de repente", disse o professor Strasburger.

"A paciente reconheceu algumas palavras no título de uma revista. No princípio eram só letras, mas depois, muito rapidamente, começou a visualizar objetos, até que chegou a recuperar a visão por completo."

Os médicos começaram a utilizar técnicas de hipnose terapêutica, e a capacidade visual de B.T. "se estendeu a outras identidades ou estados de personalidade", segundo o trabalho publicado.

Cegueira 'psicológica'

"É incrível como esta paciente é capaz de mudar de um estado a outro, de modo que às vezes ela enxerga e outras vezes não. É o primeiro caso que se conhece dessas características", disse Strasburger.

Segundo o especialista, nenhum de seus colegas havia ouvido falar de um algo parecido. Waldvogel e Strasburger chegaram à conclusão de que o primeiro diagnóstico havia sido equivocado: a cegueira de B.T. não era cortical, porque não se devia ao traumatismo cranioencefálico causado pelo acidente.

Se tratava de uma cegueira "psicológica", ou uma "perturbação psicógena da visão", tal como a descreveu Sigmund Freud em 1910.

"Não é algo tão raro, às vezes acontece e é um conceito que se conhece há muitos anos", explica Strasburger.

"O que nunca havia ocorrido até agora é que uma pessoa pudesse ser cega e ver ao mesmo tempo, de acordo com a personalidade que adote."

De acordo com o médico, a paciente já não está em tratamento e sua situação atual é a de uma pessoa cega que, de vez em quando, consegue ver.

Algumas das conclusões mais interessantes do trabalho, segundo Strasburger, se referem às "implicações da capacidade cerebral para controlar o fluxo de informação visual".

"As pessoas com cegueira por dano cerebral dificilmente recuperam a visão e, se o fazem, isso leva muitos anos", disse.

"O fato de que B.T. ter recuperado a visão repentinamente é muito revelador."

O cérebro, grande desconhecido

Neste caso, para poder identificar a atividade cerebral da paciente, os médicos inseriram eletrodos na parte posterior de sua cabeça, com o objetivo de medir a resposta do sistema nervoso central aos estímulos sensoriais, o que se conhece como "potencial visual evocado" (PEV).

"Normalmente, a informação viaja do olho até o tálamo (no centro do cérebro) e depois até a parte posterior, no córtex visual", diz o médico.

No entanto, os psiquiatras descobriram, graças a essa técnica, que a informação era "bloqueada" no cérebro de B.T. e não chegava a seu destino final.

"Esse caso mostra como o cérebro é capaz de bloquear informação e também revela que há uma base biológica nos transtornos visuais psicógenos e de múltiplas personalidades."

O especialista afirma que muitas pessoas creem que os as pessoas com cegueira psicológica "fingem não ver", mas não é o que ocorre porque, de fato, "há mecanismos no cérebro que o impedem".

De acordo com os médicos, o caso de B.T. demonstra que as diferenças entre seus estados da personalidade "variam de acordo com a informação sensorial e têm fundamentos biológicos".

"Agora mesmo você e eu estamos tendo uma conversa. Você tem a sua personalidade e eu tenho a minha. Mas elas são, de alguma forma, inventadas: foram criadas em alguma parte de nosso cérebro", diz Strasburger.

Fonte: G1

17/01/2018

Sony cria lente de contato que grava e projeta vídeos

Imagine se suas lentes de contato fossem pequenas câmeras que gravassem tudo que você vê e permitissem que você assistisse de novo as experiências que viveu. Com essa inspiração, que parece ter saído de um episódio de Black Mirror, a Sony criou uma patente de lentes de contato que gravam vídeos e são movidas a piscar de olhos. 

Além disso, segundo o Leisure Management, tal qual o episódio The entire history of you, da série britânica, o recurso também permitirá a projeção de imagens diretamente do olho, um diferencial para os projetos que estão sendo desenvolvidos pela própria Sony, além de Samsung e Google de câmeras embutidas em lentes de contato desde 2014 – cujos resultados ainda não têm previsão de chegar ao mercado.


Um componente importante dessa nova lente de contato é que a câmera “sabe” quando você está se você estiver piscando deliberadamente e não de forma natural e involuntária; é essa ação deliberada que a ativa. A lente grava as imagens em um dispositivo de armazenamento interno, o que significa um acesso mais fácil e mais rápido das gravações. 

A patente segue a tecnologia sofisticada de projetos anteriores da gigante tecnológica, que, de acordo com o site científico Futurism, utiliza sensores piezoeléctrico que convertem energia mecânica em energia elétrica. Os movimentos dos olhos são lidos por esses sensores para ativar a câmera ou as gravações.

A bateria será recarregada via indução eletromagnética, o que significa dizer que uma corrente elétrica será produzida por um condutor móvel através de um campo magnético. A lente também terá capacidade de ajustar-se aos olhos do usuário e utilizar o foco automático no caso de imagens embaçadas. No momento, a tecnologia é teórica e avançada, mas com a quantidade de companhias buscando desenvolver os dispositivos necessários para patentes similares, não deve demorar para que essas lentes se tornem realidade.

Princesa Isabel, as camélias e a escravidão no Brasil

Todo mundo sabe que a principal figura a ser lembrada quando falamos em abolição da escravatura e liberdade no Brasil é a filha de Dom Pedro II e todo mundo sabe também, que a principal flor que devemos nos lembrar quando falamos sobre esse mesmo assunto são as camélias. Mas por que exatamente essas lindas flores são o símbolo da abolição? É o que vamos entender agora.


Existia no bairro do Leblon no Rio de Janeiro, um quilombo idealizado pelo português José de Seixas Magalhães, um homem de idéias bem avançadas, fabricante de malas e sacos de viagem. Em sua chácara (conhecida como Quilombo Leblon) José cultivava camélias com o auxílio de escravos fugidos e com a cumplicidade dos principais abolicionistas da capital do Império. Essas flores não por acaso, acabaram se tornando por excelência o símbolo do movimento abolicionista no Brasil e da Confederação Abolicionista. Não dava outra, a imprensa quando queria dar ênfase no assunto, sempre citava as camélias...


A flor servia como uma espécie de código de identificação entre os abolicionistas, principalmente quando empenhados em ações mais perigosas, ou ilegais, como auxiliando fugas ou conseguindo esconderijo para os fugitivos. Um escravo podia identificar imediatamente possíveis aliados pelo uso de uma dessas flores no peito, do lado do coração. Naqueles tempos, usar uma camélia como se fosse um broche no peito, no bolso da camisa ou até mesmo tê-la em seu jardim em casa, era uma quase acintosa confissão de fé abolicionista.

Com a proteção (e até mesmo financiamento) do Imperador Dom Pedro II e de sua filha, o quilombo do Leblon nunca chegou a ser seriamente investigado pelas autoridades, dessa forma Seixas sempre enviava à princesa seus subversivos ramalhetes de camélias. 


E como para a elite e os escravocratas a Princesa não era flor que se cheire ela se aproveitando disso, algumas vezes chegou a aparecer em público com uma dessas flores a adornar-lhe a roupa, fato que sempre era noticiado pelos jornais.

Imagina só você, a filha de um grande Imperador adornada com flores que representavam o fim da boa vida das elites. "Que afronta!" - Certamente deviam imaginar os escravocratas, mas Isabel não estava nem aí, queria mesmo era estar lado a lado com a liberdade. 

Por motivo de doença, em 1887, o Imperador Dom Pedro II realizava uma nova viagem a Europa e pela terceira vez a Princesa Isabel assumia então o trono. As idéias abolicionistas fervilhavam no Brasil, o cenário se tornava cada vez mais favorável ao fim da escravidão e a princesa que desde sempre nunca deixou de demonstrar seu afeto pela causa defensora dos escravos (até porque nunca teve nenhum), se aliava ao movimento tornando-se partidária do abolicionismo. A princesa não só financiava alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro, como apoiava também a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo.

Em 1888, no clímax da campanha abolicionista, a princesa Isabel decidiu ir mais além e provocar de verdade, organizando uma festa inspirada em comemorações francesas, a Batalha das Flores. O objetivo? Mobilizar a alta sociedade de Petrópolis – sede da família imperial – e arrecadar fundos para a Confederação Abolicionista. No carnaval de 1888, 12 de fevereiro, a princesa, o marido, conde d’Eu, filhos e amigos percorreram a cidade em carruagem ornamentada com camélias.


Recolhiam doações e retribuíam com flores. Sucesso entre os abolicionistas. Indignação entre os escravocratas. O barão de Cotegipe, escravista e presidente do Conselho dos Ministros Imperiais, caiu.


Na foto, ex-escravos enfeitam com camélias a foto da Princesa Imperial.

Não por acaso é documentado em centenas de livros que foram-lhe oferecidos, inclusive, quando da assinatura da Lei Áurea, bouquets de camélias pelo presidente da Confederação Abolicionista, João Clapp, e claro, como não poderia deixar de ser pelo Senhor Seixas.

 

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