19/12/2015

Curiosidades sobre 50 cent

O pai, ele nem sabe quem é; a mãe, traficante, foi assassinada aos 23 anos, quando ele tinha apenas 8. Os avós tomavam conta de Curtis que, aos 12, começou a vender crack. Hoje, com mais de 26, está jurado de morte depois de escapar de uma tentativa há mais de três anos: levou nove tiros e passou 13 dias no hospital. A sobrevivência o transformou numa lenda na barra-pesada e, agora, no rap.

Nem por isso livraram sua cara. Anda cercado de 30 seguranças com colete à prova de balas, viaja em carro blindado, mas não deixa de se expor diante de fãs para dar autógrafos e descer do palco para rapear no meio da galera. E pelo menos três quadrilhas que puseram sua cabeça a prêmio. 

Seu primeiro mentor, o DJ Jam Master Jay, do Run DMC, foi assassinado no ano passado num crime não esclarecido. Como não resolvidos estão até hoje os assassinatos de dois astros do rap nova-iorquino, Notorious B.I.G. (1972-1997) e 2 Pac (1971-1996) - 50 Cent adora os dois e espera escapar da guerra permanente do submundo. A tentativa de assassinato lhe deixou um buraco na mandíbula e um fragmento de bala na língua que lhe dão um certo charme na emissão. 

Antes de chegar ao primeiro lugar no hit parade americano, 50 Cent se deu bem como DJ montando discos piratas que fizeram sucesso no underground . Chamou a atenção de Jam Master Jay, que lhe ensinou a organizar as rimas e estruturar uma canção, e lhe apresentou, em 1999, ao selo Columbia. Lá gravou o CD "Power of a dollar", que não foi lançado por ter sido muito pirateado, mas emplacou o sucesso alternativo "How to rob". A gravadora se desinteressou dele também porque, pouco antes do lançamento, o rapper levou os nove tiros. 

A nova oportunidade só veio através de Eminem, que, além de ser um grande talento e enorme vendedor de discos, investe no showbiz e tem faro certeiro. 50 Cent gravou "Wanksta", que Eminem botou na trilha sonora do filme, "8 mile - Rua das ilusões". Foi um megassucesso, seguido de "In da club", outro estouro. E quando "Get rich or die trying" foi para a rua, o homem arrasou. 

50 Cent não é um revolucionário do rap. Faz o gênero de batidas ilustradas por riffs de sintetizadores e efeitos, enquanto as letras falam de seu mundo: disputas por território, vendas de drogas e até um toque de política internacional. Ou conta a história de um cafetão que explora uma dona chegada a marcas luxuosas. "Ela é do interior e gosta de mim porque sou de Nova York/Não sou aquele crioulo que quer se dar bem com uma chupada/Não dou a mínima se ela é boa de cama/Cadela, vai pra rua, arranja alguém e paga o garoto aqui/Olha só, é simples, tá sabendo/Você está trepando comigo/com um cafetão". 

Quanto lirismo. Primeiro lugar nos EUA. Se alguém entender o que acontece na cultura americana, por favor, explique. Aqui, pelo menos, vamos de "já sei namorar/ já sei beijar de língua/ Agora só me resta sonhar". Bem mais saudável (aparentemente, ao menos).

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