10/08/2016

Informação dizendo que menino jogava Pokémon GO antes de se afogar no litoral do Rio Grande do Sul é falsa

Na manhã da última terça (9), viralizou uma notícia de que um menino de 9 anos pegou um barco para caçar pokémons e morreu afogado no litoral do Rio Grande do Sul.

A primeira informação publicada pelo Diário Gaúcho, um jornal sediado em Porto Alegre, foi baseada em uma informação passada pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

No registro do afogamento, policiais citaram que os dois meninos –o que se afogou e o que sobreviveu– pegaram os dois barcos para caçar pokémons. A informação não se confirmou.



Mais tarde, o jornal porto-alegrense retificou a informação, mas o caso já tinha incendiado as redes sociais. Muita gente compartilhou a informação, chocada com o desfecho do caso.

Mas a relação entre o Pokémon Go e o afogamento é FALSA.

Arthur Bobsin, de 9 anos, não carregava nenhum smartphone. O amigo dele, que estava junto, tinha um celular sem o aplicativo instalado.

“A mãe da vítima negou que o filho possuísse telefone e a outra criança negou que estivessem jogando. O aparelho celular será submetido a perícias pela autoridade policial, porém já foi constatado que o aplicativo não estava instalado”, disse o delegado Antônio Carlos, Ractz, que instaurou inquérito para apurar o caso.

O smartphone apreendido, da marca Alcatel, modelo “One Touch Pixi”, com o menino sobrevivente, será submetido à perícia.

O acidente ocorreu no município gaúcho de Imbé. Os dois pegaram sem autorização dois barcos a remo e entraram no rio Tramandaí, na segunda (8). A embarcação virou perto da margem. O amigo conseguiu voltar à margem, mas Arthur desapareceu. As buscas começaram ainda na tarde de segunda. O corpo de Arthur foi encontrado por mergulhadores da Transpetro por volta das 20h.

A mãe do menino, a estudante Márcia Bobsin, disse que o filho e o amigo enganaram a família.
“Eles estavam apenas brincando, fazendo coisa de criança, e viram um portão aberto e um barco. Foi atrativo para eles. O rio é na frente da minha casa. Mas eles não estavam jogando Pokémon, ninguém é negligente aqui”, disse a mãe do menino à Rádio Gaúcha.

“Meu filho é uma criança maravilhosa, amado por todos. Não tem nada a ver com esse jogo, esse Pokémon, foi uma brincadeira, uma arte, uma tragédia cometida por dois meninos”, declarou.


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