27/11/2016

É verdade que o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre?

Não adianta negar, em algum momento da sua vida, você com certeza já ouviu dizer que: "Cada vez que os ricos ficam mais ricos, os pobres ficam mais pobres", é ou não é? O grande problema é que você provavelmente acreditou nisso ou acredita, ainda que seja por um momento. Só que não é bem assim. Isso tudo é uma grande mentira e quem diz isso não é uma teoria conspiratória e sim a história, como veremos mais à frente. 

O grande responsável pela popularização da ideia de que no capitalismo os pobres estavam ficando a cada dia mais pobres foi Karl Marx (1818-1883), com a ajuda de Friedrich Engels (1820-1895). Eles escreveram no Manifesto Comunista: "(...) o operário moderno, em vez de se elevar com o progresso da indústria, afunda-se cada vez mais abaixo das condições da sua própria classe. O operário torna-se num indigente e o pauperimo desenvolve-se ainda mais depressa do que a população e a riqueza."


Mas Marx e Engels erraram feio ao dizer isso: a Inglaterra, berço da Revolução Industrial, país em que ambos viveram por muito tempo e onde ambos vieram a falecer, nunca gerou uma imensa massa de trabalhadores pobres, ao contrário, o capitalismo na Inglaterra transformou o povo inglês, que era pobre em épocas anteriores, em um dos povos com melhor qualidade de vida do mundo. E esse progresso se repetiu nos lugares que ofereceram condições apropriadas (liberdade, segurança jurídica, respeito à propriedade privada e estabilidade social). 

Apesar das "profecias" de Marx, a qualidade de vida da classe trabalhadora está aumentando e a extrema pobreza está sendo aos poucos reduzida. Além disso, ao contrário do que as afirmações de Marx podem levar alguns a acreditar, o sistema de livre-mercado possibilita mobilidade social, ao contrário de uma sociedade baseada em castas, por exemplo, em que a posição do indivíduo na sociedade é geralmente determinada no seu nascimento.


O bilionário George Soros por exemplo, chegou a trabalhar como garçom. Ralph Lauren, dono da griffe que leva seu nome, já foi balconista. E muitos ricos perderam tudo que tinham. Dificilmente alguma pessoa não conheça exemplos das duas situações.

O melhor exemplo de tudo isso

Para desmentir essa conversa de que no capitalismo os pobres ficam a cada dia mais pobres, nada mais oportuno que usarmos como exemplo o país mais populoso do mundo: a China, um país que sofreu muito durante a ditadura de Mao Tse-Tung (1893-1976), que durou de 1949 a 1976, ano de sua morte. 

As reformas realizadas no país por Deng Xiaoping (1904-1997), principalmente após a década de 80, com a intenção de trazerem mais liberdade econômica, trouxeram ganhos fantásticos para uma população acostumada a viver em condições extremamente adversas. Deng Xiaoping teria como lema, algo mais ou menos assim: "não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato" (a expressão varia conforme a fonte, mas seu "sentido", basicamente, não). E o gato que "pega" o rato, ou seja, que traz prosperidade, é o capitalismo. 

Em 30 anos de maior liberdade econômica, ainda que não a ideal, o capitalismo retirou cerca de 680 milhões de chineses da miséria, dando-lhes acesso a bens e serviços que antes não passavam de sonhos distantes da realidade deles. É fato também que o capitalismo possibilitou a muitos que enriquecessem também, que se tornassem milionários. Ou seja, ao contrário do que muitos possam imaginar, o capitalismo não deixou na China apenas os ricos a cada dia mais ricos, como também trouxe muita prosperidade para os mais pobres. 

Sobre as benesses do capitalismo, Deirdre Mc Closkey (1942) em A Dignidade da Burguesia, escreveu: O mundo sustenta uma população mais de seis vezes e meia maior. E contra a expectativa malthusiana pessimista de que o crescimento populacional seria um problema, o cidadão médio hoje ganha e consome quase dez vezes mais bens e serviços do que o fazia em 1800. 

O salário real por pessoa no mundo está dobrando a cada geração, e essa tendência está acelerando. A fome mundial nunca esteve com taxas tão baixas, e continua caindo. A alfabetização e a expectativa de vida nunca estiveram tão altas, e continuam subindo. A liberdade está avançando. A escravidão está recuando e, em particular, a escravidão das mulheres. 

Você não precisa ser nenhum super economista para constatar essa realidade, basta conversar com os mais velhos e você vai chegar à conclusão, de que eles antigamente não tinham tantos bens materiais como nós temos hoje: televisores, geladeiras, automóveis, aparelhos de telefone etc., tão comuns na atualidade, já foram bens quase inacessíveis para boa parte da população. 

Para demonstrar o quão relevante foi a melhoria no padrão de vida da população, veja a evolução no número de automóveis no nosso país. Em 1960, o Brasil tinha 70.191.370 habitantes e apenas 987.613 veículos, o que significava que o país tinha cerca de um veículo para cada 71 habitantes. Cerca de 50 anos depois, o número de veículos per capita teve um extraordinário aumento: em 2010 o Brasil tinha 190.732.694 habitantes e 59.361.642 veículos, o que significava um veículo para cada 3,2 habitantes do país. Neste espaço de cinco décadas, de 1960 a 2010, é visível que os automóveis deixaram de ser quase artigos de luxo e tornaram -se acessíveis a uma parcela muito maior da população brasileira.

De acordo com os dados do Banco Mundial, o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia (abaixo disso é extrema pobreza), vem reduzindo no mundo todo. Em 1990, esse número era de 46,7% da população, e em 2010 ele caiu para 22% e vem caindo anualmente. 

A verdade é que a situação dos pobres de maneira geral, está melhorando e isso nós podemos creditar grande parte da redução da pobreza no Brasil e no mundo ao capitalismo, o mais eficiente sistema econômico para gerar riqueza que já existiu.
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