23/11/2016

Homens de verdade simplesmente não se importam com homosexuais, segundo estudo

Um novo estudo sugere um pouco de autorreflexão entre aqueles que são hostis com os gays e ao mesmo tempo comprova o que muitos já imaginavam ser realidade: homens de verdade pouco se importam com a orientação sexual alheia da mesma forma que os agressores são homossexuais.

“Esse estudo mostra que, se você está sentindo o tipo de reação visceral contra outro grupo, você deveria se perguntar ‘porque?’”, afirma um dos autores, Richard Ryan. “Algumas vezes, as pessoas são hostis com os gays e lésbicas porque têm medo dos próprios impulsos e podem não aceitar os outros porque não conseguem aceitar a si mesmos”.


Entretanto, Ryan deixa claro que essa ligação não é a única fonte de sentimentos anti-gays. Não é porque alguém os odeia, que definitivamente também é gay.

Homens de verdade e gays enrustidos

Em nossa pagina oficial do facebook, uma enquete que fizemos perguntou qual seria a reação caso você se deparasse com o recente experimento social feito por Matheus Amaral, um mineiro que resolveu fazer um protesto no meio de uma praça em Uberlândia.


Basicamente, ele se posicionou com uma venda cobrindo seus olhos, no meio de uma praça em . Ao lado dele, uma placa com a seguinte informação: “Sou gay, você me abraça ou me mata?”. 

Surpreendentemente, cerca de 5 mil pessoas (entre homens e mulheres) afirmaram que nem abraçariam e muito menos matariam, simplesmente não fariam nada, deixando bem claro que o fato de uma pessoa ser homossexual não muda nada em suas vidas. Em sintese para 90% dos participantes o fato de ser gay não é motivo para merecer um abraço e muito menos para ser assassinado.

Enquanto isso, em quatro estudos, os pesquisadores analisaram as diferenças entre o que as pessoas dizem sobre sua orientação sexual e sua orientação verdadeira, baseado no tempo das reações.

Os participantes tiveram que categorizar palavras e imagens como sendo “gays” ou “heteras”. Entre as palavras, estavam “gay”, “hétero”, “homossexual” e “heterossexual”; as imagens mostravam casais gays e heterossexuais. A primeira palavra a aparecer era “eu” e “outros”. De acordo com os pesquisadores, reações rápidas para “eu” com “gay”, e devagar para “eu” e “heterossexual”, indicavam uma orientação homossexual implícita.

Em outro experimento, a orientação verdadeira foi analisada com os participantes escolhendo entre ver fotos do mesmo sexo ou do sexo oposto. Questionários também foram feitos para analisar o tipo de pais que os participantes possuíam.

Pais controladores

Em todos os estudos, participantes com pais mais abertos e compreensivos estavam mais em contato com sua orientação sexual verdadeira. Aqueles que apontaram os pais como autoritários tiveram a maior discrepância entre a orientação sexual apontada e a “calculada”.

“Em uma sociedade predominantemente heterossexual, conhecer a si mesmo pode ser um desafio para muitas pessoas homossexuais. Em casas controladoras e homofóbicas, abraçar uma orientação sexual minoritária pode ser terrível”, afirma a líder do estudo, Netta Weinstein.

Os participantes que afirmaram ser heterossexuais, mas que possuíam desejos escondidos pelo mesmo sexo, também foram os que demonstraram mais hostilidade contra os gays, inclusive apoiando punições contra eles.

“Nós achamos engraçado essa hipocrisia gritante, mas na vida real, essas pessoas [que negam a própria sexualidade] podem frequentemente se sentir vítimas de repressão ou experimentar sensações de ameaça”, comenta Ryan. “A homofobia pode gerar consequencias trágicas”.

A teoria na pratica

Na prática, podemos falar de um fato mais recente e que com certeza você vai se lembrar, uma tragédia que dizimou várias vidas e foi noticiado no mundo inteiro, estamos falando do trágico atentado que matou 49 pessoas em uma boate gay em Orlando em junho deste ano.

O atirador Omar Mateen que além de matar as 49 pessoas presentes na boate, feriu 53, era um assíduo frequentador do local e segundo informações o americano também seria usuário de aplicativos voltados para o público gay.


Seddique Mateen (pai de Omar) afirmou que seu filho havia ficado "muito bravo" após ver dois homens se beijando no centro de Miami alguns tempos antes do ataque.

O que pode indicar que o ataque a boate partiu não de um hétero e sim de um homossexual com desejos reprimidos.

Fonte: HypeScience
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