05/12/2016

O grande mistério sobre o corpo de Walt Disney. Ele foi mesmo congelado?

Acredite, muita gente pediu para que falássemos a respeito de Walter Elias Disney (ou Walt Disney para os fãs), mais especificamente sobre o fato de que ele estaria congelado para que descubram a cura de sua doença, e assim ressuscita-lo.

Pois bem, depois de sua morte no final dos anos 60, rumores diziam que o cineasta Walt Disney teria doado uma quantia enorme de dinheiro em troca de uma experiência: o congelamento de seu corpo para futuros testes. Alguns boatos que circulavam na época davam conta de que o corpo congelado do Sr. Walter estaria guardado a sete chaves em uma câmara criogênica debaixo de uma das atrações de uma de suas grandes obras: o Walt Disney World em Orlando – Flórida. Algumas versões afirmam  inclusive, que o corpo estaria muito bem escondido sob a atração "Piratas do Caribe".


Só que segundo investigações, o boato que prevalece é o de que, na verdade, não seria o corpo inteiro de Walt Disney que estaria congelado, mas apenas a sua cabeça! A ideia que sustentam é a de que apenas um cérebro preservado seria necessário para que num futuro, com os avanços da medicina e da tecnologia, consigam reviver o grande diretor.

Mas como já deu para perceber, tudo isso não passa de um grande boato. No ano de 1966, Walter se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno em seu pulmão esquerdo. A partir daí, o seu estado de saúde infelizmente acabou se agravando, fazendo com que ele viesse ser internado mais uma vez.

Por que o boato sobre a possível criogenia de Disney? 

Nos anos 1930, alguns estudos sobre a conservação de tecidos surgiram, porém o assunto "criogenia" é contemporâneo de Walt. Durante os anos 1950 e 1960, circulavam milhares de artigos tratando de técnicas de preservação do corpo humano utilizando-se do resfriamento a baixíssimas temperaturas, contudo, não há nenhuma prova de que o diretor fosse interessado pelo assunto.

Pra você ter uma ideia, na década de 1950, o cientista inglês Audrey Smith conseguiu reviver hamsters que tiveram os cérebros e corpos previamente congelados.

Um livro chamado A Prospect of Immortality (”Uma Perspectiva de Imortalidade”) acabou surgindo apos a morte de Walter, de autoria do professor de física, Robert C. W. Ettinger e fez um sucesso enorme.

Esse livro tratava de assuntos ligados à criogenia. Robert previa em seu livro algumas questões éticas, filosóficas e jurídicas sobre o sujeito que resolvesse se congelar. O livro-manifesto lançou o conceito da criogenia que consistia em substituir todo o sangue de um defunto por uma solução anticongelante e, logo em seguida, congelar o cadáver com nitrogênio líquido.

A rapidez e o excesso de segredo com que ocorreu seu funeral, foi inclusive um outro fator que ajudou a alimentar a lenda do congelamento de Walter. Alem disso, os empresários dos estúdios Disney, na época, não negaram o rumor, só que também nunca o confirmaram.

Diane, a filha de Walter logo após a morte de seu pai se pronunciou em público, afirmando que ele nunca manifestou nenhum desejo de ser congelado após a sua morte. Mas mesmo com essa afirmação de Diane, somando-se ao atestado de óbito que comprovava a cremação do defunto, o boato  inacreditavelmente continuou forte.

De acordo com o site Viajando para Orlando, depois da cremação de Disney, suas cinzas foram jogadas em Forest Lawn Memorial Park, em Glendale.

O primeiro ser humano a ser congelado criogenicamente foi o professor de psicologia da Universidade da Califórnia, Dr. James Bedford. Falecido aos 73 anos vítima de um câncer, James foi "criogenado" um mês após a morte de Walt Disney. Dizem que seu corpo ainda está em perfeitas condições na Alcor Life Extension Foundation.

Segundo um artigo sobre criogenia do site How Stuff Works ("Como as coisas funcionam"), no final dos anos 1970, só nos Estados Unidos apenas seis empresas ofereciam o serviço de preservação criogênica. No entanto, preservar e manter cada corpo era tão caro, mas tão caro, que muitas empresas fecharam no fim dos anos 90. Nos dias de hoje, apenas duas empresas oferecem atualmente esses serviços de suspensão criogênica de acordo com o mesmo site. São elas, a Alcor Life Extension Foundation no Arizona – com 875 membros e 84 pacientes congelados – e o Cryonics Institute em Michigan, com 797 inscritos, 93 preservados e 60 animais congelados.

Um documentário interessante, em espanhol, dá uma resumida nessa história toda: 


Em 2008, quando ainda era apresentado por Cesar Filho, o SBT Repórter fez uma matéria especial sobre Walt Disney, onde é abordada essa lenda sobre a crioconservação do mestre do entretenimento.


Walter Elias Disney, (ou apenas Walt Disney) nasceu em Chicago, dia 5 de dezembro de 1901 e morreu por conta de um câncer no pulmão em Los Angeles, no dia 15 de dezembro de 1966. Walter foi um produtor cinematográfico, empreendedor, cineasta, filantropo, roteirista, diretor, dublador, animador, alem de co-fundador da The Walt Disney Company. 

Walter se tornou famoso por seu pioneirismo no ramo das animações com a Disney, produzindo o primeiro longa-metragem de animação, Branca de Neve e os Sete Anões no ano de 1937, e pelos seus famosos personagens de desenho animado, Mickey e Pato Donald. Ele também é o idealizador dos parque temáticos sediado nos Estados Unidos: Disneylândia e Walt Disney World Resort. Ao longo da sua vida foi e é um símbolo da industria da animação e um ícone da cultura popular.

O boato sobre o congelamento do corpo de Walt Disney é só mais um entre vários que rondam a vida do empresário.

Quanto custa para ser congelado? 

Em sua versão online, a revista Mundo Estranho acabou publicando os valores aproximados para quem que estiver a fim de preservar seus tecidos apos a morte. Congelar um corpo inteiro custa, 150 mil pela Alcor enquanto que pela Cryonics, custa apenas 100 mil dólares. Caso você tenha interesse em congelar apenas do cérebro, a Alcor cobra 80 mil.
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