01/02/2017

FBI levaria 103 anos para entrar no banco de dados de propinas da Odebrecht

Já faz quase um ano desde que a Operação Lava Jato revelou a existência de servidores pertencentes à empreiteira Odebrecht na Suíça, mas algumas informações codificadas guardadas por eles continuam em segredo até agora. Para superar as barreiras de códigos de segurança, a Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a ajuda da agência norte-americana do FBI, mas nem isso trouxe resultados animadores.

Segundo a resposta oficial emitida pelos agentes de inteligência dos Estados Unidos, mesmo que a instituição utilizasse toda a tecnologia ao seu dispor, ainda seriam necessários nada menos do que 103 anos de trabalho para conseguir superar as proteções dos servidores. 


A existência dos bancos de dados estrangeiros foi revelada em 2016 por funcionários do Setor de Operações Estruturadas – também conhecido como “departamento de propinas” – da empreiteira.

Força bruta

De acordo com os informantes, o sistema exige que seja inserido um código secreto que é alterado todos os dias junto a uma chave no computador central para conseguir acessar os documentos armazenados nos servidores. O FBI chegou a afirmar ainda que está disposto a colaborar e que poderia obter acesso se os brasileiros indicassem qual foi o último computador utilizado para se conectar ao server.

Os servidores da empreiteira na Suíça possuem todos os dados sobre o pagamento de propinas, esses dados conseguiriam acelerar ainda mais o processo de condenação dos envolvidos no esquema de corrupção.

Os funcionários, no entanto, não souberam apontar qual é a máquina. Segundo eles, eram os altos executivos da Odebrecht que davam as ordens para os pagamentos de propinas. Sem os dados necessários ou as formas para obtê-los, a agência dos EUA estimou que a abordagem de descoberta do código por “força bruta” levaria um total de 103 anos.

Diante desse impasse, a Procuradoria-Geral da República buscou cooperação da Suíça e, dessa forma, a gestão da capital Berna teria conseguido acesso a cerca de um terço do material contido nos servidores e revelado “uma enorme quantidade de dados” sobre as propinas. Por enquanto, o resto das informações continua fora do alcance.

Fonte: Tecmundo
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