13/05/2017

13 de maio, o dia da liberdade assinado por uma redentora

O dia de hoje é um dia mais do que especial para a memória de todo o brasileiro, comemora-se hoje o dia da liberdade, o dia da libertação dos escravos no Brasil, mas um nome em especial merece ser lembrado, uma abolicionista que representa e muito na história do país.

O movimento pela abolição da escravatura no Brasil tinha crescido de um jeito bombástico nos anos de 1880, contudo, o governo de João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, tentou retardar o ritmo das reformas. A Princesa Isabel, em suas próprias palavras, estava "mais do que convencida de que alguma ação precisa ser feita" para expandir o programa de emancipação, pressionando Cotegipe, sem sucesso, para que ele libertasse mais escravos.


Ao mesmo tempo, a insubordinação militar tinha crescido dentro do Exército, Cotegipe se manteve firme contra os militares e a Princesa aproveitou a situação, para dispensar todo o gabinete e nomear o abolicionista João Alfredo Correia de Oliveira como o novo Presidente do Conselho.

O gabinete de Correia de Oliveira era completamente a favor da abolição incondicional, rapidamente apresentando em 8 de maio, uma proposta de legislação na Câmara dos Deputados que foi amplamente bem recebida em ambas as câmaras do parlamento.


Os deputados aprovaram o texto em 10 de maio e o passaram para o Senado, que o aprovou em 13 de maio. Dona Isabel no mesmo dia sancionou a legislação, que ficou conhecida como a Lei Áurea e abolia imediatamente a escravidão em todo território nacional.


A alegria pela aprovação da lei foi grande e a Princesa Imperial foi popularmente aclamada como "a Redentora", ainda recebendo a Rosa de Ouro do Papa Leão XIII devido suas ações.

Mas, e depois da liberdade?

Diz o historiador Manuel Correia: "Nos fins do Império, mais precisamente em maio de 1889, o gabinete João Alfredo incluía na Fala do Trono de abertura dos trabalhos legislativos a necessidade de desapropriação de áreas marginais às estradas de ferro, em construção, e aos rios navegáveis, a fim de que nelas fossem implantadas colônias agrícolas; colônias que abrigariam agricultores pobres sem terra e escravos recém-libertos pela Lei Áurea. O poder dos latifundiários porém era tão grande que em junho do mesmo ano o gabinete João Alfredo foi derrubado, após uma campanha de desmoralização contra ele movida no parlamento e na imprensa, e em novembro do mesmo ano caia também a Monarquia, com a 'proclamação' da República.".

Sim, caro leitor, a Monarquia tinha até mesmo um plano de inclusão social para os libertos. Depois de anos de sofrimento, nada mais justo não é mesmo?
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