07/08/2017

Panda esperta fingiu gravidez para obter regalias, segundo pesquisadores

Pesquisadores de um centro chinês de pesquisa e reprodução em cativeiro de pandas gigantes chegaram à conclusão de que os animais podem fingir uma gestação para ganhar mais comida.

Um 'golpe' dado pela fêmea Ai Hin, de seis anos, ajudou os cientistas a sacarem a estratégia, descoberta de maneira bem frustrante: o nascimento de seus supostos bebês seria transmitido ao vivo para o mundo todo, pela primeira vez na história do centro de pesquisa Chengdu, mas todos os sinais orgânicos que Ai Hin apresentava em decorrência da gravidez simplesmente desapareceram, conforme reportagem do "The Guardian".

Na realidade, a panda só queria mesmo mais atenção e, principalmente, a comida extra dada às gestantes. 

"Seu comportamento e índices fisiológicos retornaram ao normal", informou a agência chinesa de notícias Xinhua. Segundo especialistas que a agência ouviu, Ai Hin teve uma "gravidez fantasma".


O centro Chengdu, localizado na província Sichuan, no sudoeste da China, costuma transferir as pandas que mostram sinais de gravidez para quartos individuais, com ar condicionado e cuidados intensivos.

"Elas também recebem mais pão, frutas e bambu. Então, algumas pandas espertas têm usado isso em seu benefício, para melhorar sua qualidade de vida", disse o pesquisador Wu Kongju.

Acredita-se que a gravidez psicológica seja comum entre pandas gigantes, espécie em risco de extinção. Muitas fêmeas continuaram a apresentar comportamento de estado gestacional após perceber a diferença no tratamento oferecido.

Ai Hin, por exemplo, mostrou redução no apetite, menos mobilidade e aumento nos hormônios quando sua 'gravidez' foi detectada. Quando tudo voltou ao normal, a farsa veio à tona.

Originários da região montanhosa do sudoeste chinês, os pandas gigantes têm baixo índice reprodutivo e são vítimas da pressão causada por fatores como a perda de seu habitat natural.

A China tem cerca de 1.600 pandas na natureza e outros 300 em cativeiro.

"Somente 24% das fêmeas em cativeiro dão à luz, o que coloca a sobrevivência da espécie em séria ameaça", informou a Xinhua.

Fonte: UOL
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