30/09/2017

O médico socialista que foi flagrado dando atestado médico falso para pacientes faltarem o trabalho

O atestado médico é um documento que salva vidas, principalmente quando você precisa muito estar no seu trabalho, mas por conta de uma dor muito forte ou mal-estar não pode comparecer.

Mas o que aconteceu no Vale do Paraíba em São Paulo chamou a atenção e revolta de todos, quando um médico decidiu que daria mesmo sem nenhuma necessidade, um atestado médico para qualquer um que quisesse.


Ildemar Cavalcante Guedes é o nome da figura. Flagrado emitindo um atestado falso depois combinar o diagnóstico com paciente, o médico acabou admitindo o erro, mas se justificou dizendo que é um profissional de índole socialista e que fornece os atestados para ajudar quem precisa.

"O trabalhador brasileiro é uma vítima e, as pessoas que exploram os trabalhadores brasileiros não querem ver ninguém se posicionando a favor do trabalhador", disse o médico Ildemar.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) instaurou uma sindicância para apurar o caso. Por causa da conduta, o médico pode ser punido com uma advertência, suspensão ou até ter o registro cassado. Ele nega que tenha agido com o propósito de obter vantagem. "Não vendo atestado", garantiu.

E quem começou a suspeitar dessa trapaça?

A suspeita de que os atestados emitidos pelo médico eram falsos surgiu quando a diretora de uma empreiteira de São José dos Campos (SP), cidade onde Ildemar atua há 30 anos, percebeu que quatro funcionários apresentaram atestados do mesmo médico, sendo que um dos empregados chegou a entregar três atestados no mesmo mês.

“A gente mandou então um funcionário de nossa confiança e ele conseguiu comprar com a maior facilidade”, afirmou a mulher que não quis se identificar.

A gravação obtida pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, mostrou um atendimento que durou apenas sete minutos. O paciente não precisou nem agendar consulta. A imagem mostra que o homem já chega e pede um atestado. Ele diz que quer faltar no trabalho a semana toda. O paciente não relata qualquer sintoma de doença, nem examinado.


Questionado pelo paciente sobre o valor do atestado, o médico afirma que o preço já está incluso no valor da consulta, que é de R$ 100. Ele preenche no atestado que o paciente saudável está com uma doença infecção respiratória - diagnóstico falso discutido entre paciente e médico antes da emissão do documento. O médico ainda deu uma receita para o paciente comprar antibióticos.

O médico, ao ser confrontado com o vídeo, disse que foi vítima de uma 'armadilha' de alguém que quer desmoralizá-lo para que ele interrompa as ações solidárias aos pobres e oprimidos.

"Os trabalhadores sempre aparecem com uma história de sofrimento e necessidade para conseguir o atestado. Fico sensibilizado e forneço", explicou em uma postagem no Facebook.

Crime

A Polícia Civil informou que quem vende atestado médico pode responder pelo crime de falsidade ideológica, com até três anos de prisão. Quem compra pode responder por uso de documento falso, que prevê até 6 anos de prisão e demissão por justa causa.

Fonte: G1
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