06/11/2017

Norte-coreanos improvisam e criam carne falsa para não morrer de fome

Usando resíduos do processo de criação de óleo de soja, geralmente usados para alimentar porcos, a população norte-coreana conseguiu fazer algo que eles chamam de injogogi, que pode ser traduzida como "carne feita pelo homem". O alimento é pressionado até formar uma pasta, que é recheada com arroz e molho chili.

Essa é uma das especiarias criadas pela população para fugir dos limites logísticos causados pelas sanções econômicas da ditadura comunista da Coreia do Norte.



Por anos, alimentos improvisados como o injogogi eram o único jeito de sobreviver no país. Hoje em dia, eles são especiarias vendidas em mercados de rua não oficiais, conhecidos como jangmadang. Fugitivos dizem que há centenas desses mercados em Pyongyang. "Antigamente, as pessoas comiam injogogi porque não tinham opção", diz Cho Ui-sung, que fugiu para a Coreia do Sul em 2014. "Agora, comem porque é saborosa. "


O seokdujeon, quitute da foto acima, é uma massa feita misturando pó de milho com água — dizem que é tão simples que até o povo das montanhas consegue fazer — e depois banhado em açúcar

Quando o governo parou de distribuir comida à população, restou às mentes mais criativas popularizar o dububab, que significa arroz de tofu: o dububab é um pouco de arroz com chili, enrolado em pele de tofu.

De acordo com a ONU, apenas 70% da população é alimentada pelo governo norte-coreano, e ainda assim, não é a quantidade de comida relatada pelo governo.

Segundo uma pesquisa feita por Byung-yeon Kim, professor da Universidade de Seul, 61% dos desertores norte-coreanos confiavam mais nos mercados de rua para comer, enquanto apenas 23,5% recebiam comida dos canais oficiais do governo.


A Coreia do Norte não produz açúcar, mas consome cerca de 90 mil toneladas por ano, um número bem inferior ao milhão de toneladas anual que a Coreia do Sul consome. Isso vem da necessidade do país de dar à população alimentos que vão além das comidas tradicionais oferecidas pelo governo.

O kongsatang, doce feito de feijão frito e coberto por açúcar, é um reflexo da ausência de produção nacional açucarada no país. Quando não há açúcar, eles usam glicose extraída de uvas para adoçar a iguaria.

Fonte: R7
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