20/11/2017

Planeta enfrentará, em breve, esfriamento profundo, preveem cientistas russos

Todas as manchas solares desapareceram do lado do Sol que permanece virado para a Terra, relataram cientistas do Instituto de Física Lebedev, em Moscou, após análise de fotos tiradas há duas semanas. Consequências podem ter grande efeito sobre todo o planeta.

Em setembro passado, a Nasa anunciou a maior erupção solar em 12 anos, considerada “inesperada”, uma vez que o Sol caminha para um período de mínimo solar, isto é, quando as atividades solares diminuem.

Com base em observações de outras estrelas parecidas com o Sol feitas pela sonda americana Kepler, os cientistas dos EUA já haviam anunciado em  2016 que o Sol estava entrando em uma fase especial de sua evolução magnética. Esses resultados ofereceram a primeira confirmação real de que os ciclos de manchas solares de 11 anos iriam provavelmente desaparecer por completo e que o Sol teria menos manchas do que na primeira metade de seus 10 bilhões de anos de existência.


Inicialmente, porém, os cientistas pensaram que isso aconteceria de forma lenta, mas, segundo pesquisadores do Instituto Lebedev, o processo já ocorreu: as manchas solares maiores, assim como erupções associadas, desapareceram no Sol.

“Com base na imagem que estamos vendo agora, o Sol está se movendo inevitavelmente para outra redução, que será atingida no final de 2018 ou primeiro semestre de 2019”, declararam os cientistas em um comunicado.

Mas isso ainda é apenas o começo...

Essa é apenas a primeira etapa do processo, contudo. De acordo com os pesquisadores, as regiões de plasma quente também desaparecerão, e a radiação solar acabará sendo reduzida a zero.

“Finalmente, quando atingir o ponto mínimo, a energia magnética solar quase desaparecerá por completo”, disseram os pesquisadores. “Nessa forma, nossa estrela pode existir de vários meses a um ano, após o qual novos fluxos do campo magnético começam a flutuar das profundezas do Sol, aparecem as primeiras manchas solares, e o ciclo solar inicia uma nova revolução por 11 anos.”

Atualmente, manchas e até mesmo erupções isoladas podem ainda aparecer por um curto período, mas tratam-se das últimas atividades. Segundo os estudos, as manchas solares desaparecerão completamente nos próximos 2 a 3 meses.

As consequências para a Terra podem ser uma temporada mais intensa frio, gelo e fortes nevascas. A última chamada “pequena Era do Gelo”, observada nos séculos 17 e 18, coincidiu com a conhecida “falha do ciclo solar, durante a qual, por 50 anos, quase não houve manchas solares no Sol”, explicam os acadêmicos.

Na época, a “pequena Era do Gelo” provocou invernos mais rigorosos na Europa e na América do Norte. Em meados do século 17, fazendas e aldeias dos Alpes suíços foram destruídas por geleiras que invadiram o território do país. Os canais e os rios na Grã-Bretanha e na Holanda frequentemente congelavam, e os primeiros colonos na América do Norte relataram invernos excepcionalmente severos.

Fonte: Band
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