14/02/2017

Conheça 5 países que Obama bombardeou em menos de 6 anos de presidência

Mesmo que desde 1942 o governo dos EUA não tenha declarado guerras oficialmente, isso não o impediu de atacar e invadir outros países. A Síria é um exemplo de mais um país que o presidente Barack Obama, por exemplo, bombardeou durante seu governo. 

Os bombardeios nas posições onde estavam localizados integrantes do Estado Islâmico (EI) na Síria, acabaram fazendo deste país, o último alvo de ataque dos EUA em menos de 6 anos. Para se ter uma ideia do estrago causado, mais de 120 pessoas foram mortas nos ataque lançados pelos EUA e seus aliados na Síria.


Pelo menos 8 dos mortos eram civis, segundo o Observatório Siria para os Direitos Humanos. Só que de acordo com informações, esse número cresceu à medida que os ataques continuaram. Isso sem contar a experiência de outras campanhas militares norte-americanas que aconteceram com esse objetivo. 

Afeganistão 

O Afeganistão foi o primeiro país atacado no século XXI, depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro e à recusa do Talibã a entregar o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden. Dezenas de milhares de pessoas foram vítimas deste longo conflito, enquanto os EUA perdeu 2.200 soldados e teve mais de 20.000 feridos. 

Retirar as tropas era uma das principais promessas de campanha que Obama não havia conseguido cumprir até então. A retirada começou apenas em junho de 2011. Depois de ver o estrago que fez, o presidente decidiu assumir a culpa e pedir desculpas pelo acontecido.

Iêmen

Os Estados Unidos bombardearam três radares pertencentes às milícias xiitas houthis no Iêmen, depois do lançamento de mísseis contra um "destróier" da Marinha americana. Os ataques, autorizados pelo presidente Barack Obama, representaram a primeira ação militar direta de Washington na guerra civil iemenita.

Iraque

Em fevereiro de 2003, o então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, dirigiu-se à ONU alegando que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.

Embora a informação tenha sido posteriormente refutada, entre outros, por Powell, a acusação serviu de pretexto para a América invadir o Iraque em março do mesmo ano. Hussein acabou sendo derrubado três semanas depois. 

Além do grande número de mortes causadas por esta intervenção, as conseqüências dessa guerra ainda são evidentes nos dias de hoje, como demonstrado pela ofensiva do Estado Islâmico, cujas raízes, do início ao fim se fundem a esta invasão, que abriu caminho para o terrorismo sunita no Iraque. A partir do verão de 2014, a administração Obama retomou os ataques aéreos contra o Iraque para combater o EI.

Paquistão

Os ataques com drones no território paquistanês começou ainda quando o presidente era George Bush, mas atingiu o seu pico de intensidade com Barack Obama. 

De acordo com a ONG "Bureau of Investigative Journalism", O governo dos EUA foi responsável por cerca de 390 ataques de drones no Paquistão desde 2004, dos quais 339 ocorreram após a chegada de Obama ao poder.

Outros ataques custaram a vida de dezenas de pessoas, das quais pelo muitas eram civis. "O uso de drones não é só uma violência contra a nossa integridade regional, mas também prejudica nossos esforços para eliminar o terrorismo em nosso país", sublinhou o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, durante sua reunião com Obama em outubro de 2013. 

Somália

Em janeiro de 2007, EUA, apoiado pelo então Presidente da Somália, Abdullahi Yusuf Ahmed, lançou ataques aéreos contra líderes da Al Qaeda no país, responsáveis segundo Washington pelos ataques a embaixada dos EUA no Quênia e na Tanzânia, que custou mais de 200 vidas. Ataques ocasionais ocorrem ainda hoje, embora eles não sejam freqüentes. 

O que aconteceu com a Líbia?

Apesar da maioria dos bombardeios na Líbia contra Muammar Gaddafi ter sido realizada por militares e europeus da OTAN, foi precisamente o governo dos EUA que inspirou e apoiou, participando das primeiras operações militares. 

Em março de 2011, Obama, de fato, deu um ultimato a Gaddafi, forçando-o a recuar suas tropas que lutavam contra os rebeldes e estabelecer o abastecimento de água, gás e eletricidade em todas as áreas. "Se Kadafi não cumprir com estas condições, a comunidade internacional irá impor conseqüências e a resolução será aplicada através de uma ação militar", disse Obama. 

De acordo com documentos vazados pelo Wall Street Journal, a CIA estava ativamente envolvido na captura de Gaddafi após sua fuga. Três anos após a morte de Kadafi a situação na Líbia não só não se estabilizou, como o caos político ainda continuou a aumentar.
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