26/01/2018

Detentos pedalam para produzir energia elétrica em presídio de MG

Presos da cidade de Santa Rita do Sapucaí em Minas Gerais fazem parte de um projeto inovador. Em troca da redução das penas, eles pedalam e produzem energia elétrica. A eletricidade que é produzida ajuda a iluminar parte de uma praça da cidade durante a noite. Pedalando o dia inteiro, os presos conseguem produzir energia para acender seis lâmpadas. Mas quando o presídio tiver dez bicicletas funcionando, aí sim vai ter carga suficiente para iluminar toda a avenida.

A engenhoca funciona assim: duas bicicletas ficam no pátio do presídio. Por correias, as pedaladas geram a energia que carrega um par de baterias. No guidão, um aparelho indica a hora de parar. Depois de carregadas, as baterias são levadas até o centro da cidade. À noite, a energia produzida ilumina parte de uma praça de Santa Rita.

O juiz da cidade, José Henrique Mallmann, tirou a ideia da internet. Viu nas academias americanas. No presídio, o projeto foi recebido com receio, mas depois ganhou a adesão dos detentos. Outras oito bicicletas devem ser instaladas.


“Controla um pouco da ociosidade, e a cada 16 horas pedaladas eles têm um dia a menos na pena”, aponta o juiz.

Pela lei, os presos não são obrigados a pedalar, só que além de ganharem a remissão de pena, os presos que aceitam a proposta, aproveitam para se manter em forma, o que mudou o clima no presídio. “Eles estão se sentido úteis pedalando. Eles estão ganhando remissão e produzindo energia, energia saudável. Hoje se fala muito em sustentabilidade”, diz o diretor do presídio, Gilson Rafael Silva.

O Presídio de Santa Rita do Sapucaí tem 130 detentos. A cada 16 horas pedaladas, eles têm um dia a menos de pena. Segundo a direção do presídio, qualquer empresário que quiser doar bicicletas pode participar do projeto. Os equipamentos não precisam ser novos.

Outros projetos inovadores...

Este não é o primeiro projeto do tipo a ser implementado no Presídio de Santa Rita do Sapucaí. O mesmo juiz já havia implantado um outro sistema em que os detentos trabalham e parte dos salários que recebem é encaminhado para as vítimas. Por enquanto, apenas presos que cometeram roubos ou pequenos furtos estão participando.

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