26/02/2018

7 vezes em que a Globo também veiculou Fake News

Recentemente a revista eletrônica dominical da Rede Globo alertou para um importante tema, um tema que realmente merece a atenção de todos e que vem quase todo santo dia enganando as pessoas e fazendo muita confusão: as famigeradas "Fake News".

A reportagem de 17 minutos falou basicamente do comportamento em geral das pessoas que viralizam esse tipo de conteúdo, além é claro de mostrar como ele surge. Contudo, apesar da Globo ter anos de experiência em jornalismo, ter um canal dedicado 24 horas por dia a noticiar fatos do Brasil e do mundo, além de ter criado um portal de notícias gigante com uma redação de jornalismo exclusiva para a internet, digamos que ela não pode ser considerada a autoridade pra explicar como não cair em notícias falsas, já que ela tem na conta alguns casos de "Fake News" registrados.


A matéria de hoje vai mostrar pra você, que nem mesmo a grande mídia está a salvo disso e pode muito bem ser, em alguns momentos, uma boa fábrica de notícias falsas.

Caso Escola Base

Pra começar a nossa lista, temos um caso não tão recente e que envolve não somente a Globo, mas outros 5 veículos de comunicação brasileiros, contudo, a Globo foi a única condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo, já que foi o veículo de comunicação responsável por ter iniciado toda essa confusão. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga são os que receberam a indenização.

Mas por que a Globo teve que pagar essa grana toda? Bom, há dezoito anos, os donos da Escola de Educação Infantil Base, na zona sul de São Paulo, foram chamados de pedófilos. Sem toga, sem corte e sem qualquer chance de defesa, a opinião pública e a maioria dos veículos de imprensa acusaram, julgaram e condenaram Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Mauricio Alvarenga e Paula Milhim Alvarenga.

Na esfera jurídica, entretanto, a história tomou outros rumos. As acusações logo ruíram e todos os indícios foram apontados como inverídicos e infundados, ou seja, todas as acusações, todas as supostas provas e documentos eram fakes. O problema é que já era tarde demais para os quatros inocentados. A escola, que já havia sido depredada pela população revoltada depois de várias reportagens veiculadas na Globo e em outros veículos de comunicação, teve que fechar as portas.

Até hoje, o caso é tema de estudos de faculdades e seminários de jornalismo, direito, psicologia, psiquiatria e ciências sociais como exemplo de calúnia, difamação, injúria e danos morais. Em suma, um belo exemplo de como não agir ao noticiar um acontecimento.

Se você quiser saber mais, tem um resumo bem rápido feito pela Record News abaixo:


Tubby, o aplicativo proibido que nunca existiu

A segunda fake news da lista fala sobre um aplicativo proibido que nunca existiu. Ué, como assim? Você deve estar pensando... Mas calma, que a gente te explica.

Depois de ser o gatilho de infindáveis discussões nas redes sociais, o Tubby, um aplicativo que ia permitir avaliar mulheres, mais ou menos como o Lulu (que realmente existiu, só que para avaliar homens), foi revelado como um grande boato, uma notícia inventada mais uma vez pelo blog Não Salvo.

No vídeo de apresentação, existe um detalhe (ou easter egg) que ninguém percebeu. O vídeo é nativamente legendado na edição, porém também recebe legendas na opção do player do youtube. Assista abaixo e confira:



Bom, pelo vídeo acima já deu pra perceber que era tudo mentira certo? Errado! O G1, portal de notícias da Globo, acabou veiculando a notícia de que o Tubby foi proibido no Brasil pela justiça. Mas pera, como é que a justiça proibe algo que sequer existe?


A falha todavia, foi corrigida mas apenas alguns dias depois e logo a Globo noticiou que era fake. Não era melhor ter analisado os fatos e ver o que era verdade ou mentira antes de ter feito todo mundo acreditar nisso? Bom, pelo menos nesse caso eles corrigiram.

Hillary Clinton campeã das eleições presidenciais

Agora foi a vez de mais um veículo de comunicação da Globo espalhar Fake News, trata-se da Editora Globo, através do periódico Época Negócios.

O artigo, dava como certa a vitória de Hillary Clinton como vencedora das eleições presidenciais de 2016 nos EUA, levando milhares de pessoas a acreditar que praticamente Donald Trump seria massacrado, o que todos sabemos, não aconteceu. O artigo porém, continua disponível na íntegra aqui. 

Manifestante por Donald Trump gringo que não era gringo

Essa aconteceu na Globo News e foi uma trolagem AO VIVO de Rodrigo Scarpa, o "repórter Vesgo" do programa Pânico. Diretamente de Washington, nos Estados Unidos, o humorista se fantasiou como o presidente Donald Trump e se passou por um cidadão norte-americano diante da correspondente Carolina Cimenti.

"Vamos fazer a América grande de novo", disse Vesgo em inglês citando a famosa frase do presidente eleito dos EUA.

"Tem até americano brincando de ser Donald Trump aqui perto de mim", respondeu a repórter sem perceber que se tratava do humorista brasileiro.

"Você é maravilhosa! Eu amo, amo. É fantástico", continuou Vesgo em inglês imitando o jeito de Trump.

"Enfim, é uma posse cheia de emoções", completou Carolina rindo da brincadeira do suposto cidadão local.

Veja no vídeo como foi a trolagem:


Coreia do Norte campeã da Copa do Mundo

Presta atenção agora nesse lance. 8x1. Foi este o placar que a Coreia do Norte aplicou no Brasil na final da Copa de 2014, ano em que ganharam seu primeiro título mundial de futebol. A campanha, liderada brilhantemente pelo artilheiro Jong Tae-Se, marcou história na competição: os norte-coreanos triunfaram invictos, levando apenas dois gols em 7 jogos.

Após cumprirem com 100% de aproveitamento a fase de grupos (derrotando China, Japão e EUA), os guerreiros mandaram um sonoro 7×0 em Portugal, nas oitavas-de-final. Depois, passaram por Alemanha (2×1) e Coreia do Sul (3×0), até não tomarem conhecimento dos donos da casa na finalíssima, calando o Maracanã lotado. A população, em festa, lotou as praças de Pyongyang enquanto saudava a figura do líder supremo Kim-jong-un.

Bom, as inconsistências na história são tantas que qualquer um poderia acusar a lorota de cara. Mas era exatamente essa a intenção do vídeo que circulou na internet: pecar pelo absurdo, fazendo o mundo inteiro acreditar que aquele era um vídeo da TV estatal da Coreia do Norte e que a história estava sendo contada exatamente assim lá no país comunista. A brincadeira teve assinatura brasileira, sendo idealizada pelo blog Não Salvo para enganar jornalistas pelo mundo todo. Deu muito certo: além de vários veículos nacionais, a mídia gringa também reproduziu a história loucamente, acreditando que a peça de fato tinha sido produzida em território norte-coreano.

Vários pontos chamam a atenção e reforçam o ar cômico da história. A primeira fase jogada contra adversários geopolíticos e a elasticidade dos placares – mesmo contra seleções muito mais tradicionais – são bons exemplos. Havia também vários defeitos técnicos. As imagens dos vídeos eram recicladas de notícias antigas e foram dubladas por uma intérprete com sotaque da Coreia do Sul. Além do fato dos norte-coreanos não terem sido sequer selecionados para disputar o torneio aqui no Brasil, só que isso era um mero detalhe e que pelo visto, nem a Globo percebeu e acabou noticiando de novo, entrando para a história como mais um caso de fake news. Essa foi só uma entre as várias que o Cid do Não Salvo garante ter enganado a Globo.


Tweet falso para Donald Trump

A sexta fake news da Globo na nossa lista, foi no alvoroço para atacar o presidente Donald Trump. No vexame da vez, o Fantástico usou um tweet falso. Para preparar o caminho para os ataques, a revista eletrônica iniciou com uma reportagem sobre alguns escândalos envolvendo o presidente dos Estados Unidos, quando o assunto já estava bem quente digamos assim, foram mostrados tweets de pessoas contra o presidente, entre esses tweets estava a mensagem, supostamente publicada por uma pessoa chamada Amanda, que chamou o político de “embuste de primeira” e questionou como há pessoas que “votam em alguém assim”.


O perfil usado, @Amanda de fato existe na rede social, ele é de uma internauta canadense, o problema é que Amanha não assistiu a revista eletrônica da Globo e muito menos usou o microblog para atacar Trump. O Fantástico veiculou o tweet, e na mesma hora a usuária passou a ser seguida por milhares de brasileiros, chegou a receber ataques de desconhecidos e se manifestou assustada: “Essa não sou eu”.

“Coisas que eu nunca pensei estar envolvida… Em uma notícia falsa com opositores de Donald Trump em um programa popular na TV brasileira”, escreveu. Os seguidores da jovem ficaram indignados com a exposição mentirosa de seu perfil. “A questão não é suportar os ataques a Trump, nós só queremos notícias reais”, tuitou um deles. “Globo é anti-Trump, sempre manipulando a opinião publica”, opinou outro.

A mensagem de @Amanda exibida no “Fantástico” nem poderia ter sido publicada no Twitter, afinal o texto continha 141 caracteres, 1 a mais do que era permitido na época pela rede social (atualmente o Twitter dobrou o limite de caracteres).


Será que eles não se deram o trabalho de verificar que na época o twitter só permitia 140 caracteres ou será que foi inventado mesmo? Fica a dúvida...

Corrente falsa do facebook como se fosse real

A GloboNews viveu seu momento Miss Universo 2015 numa tarde de segunda-feira em dezembro de 2015, durante o “Estúdio I”.

Às 14h27, a jornalista Leilane Neubarth noticiou – como se fosse real – um “protesto sensacional e silencioso” repercutido no Facebook durante o fim de semana.

Para apresentar a aventura dos passageiros do metrô que cruzaram as pernas em solidariedade a uma criança oprimida pelo pai, a experiente jornalista fez uma leitura dramatizada, acompanhada pelo GC “Menino descruza as pernas após bronca e recebe a solidariedade de outros passageiros do vagão”. O problema, é que ela só foi avisada do erro minutos depois, quando o Twitter explodia de gente rindo da gafe ao vivo.


Ao expor uma de suas melhores âncoras a um equívoco desses, a equipe do “Estúdio I” mostrou que a interatividade não pode ser o principal atributo a ser perseguido pelo jornalismo em tempos de redes sociais.
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