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Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 22% da população no Brasil ainda vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, a miséria

Uma realidade enfrentada por 52 milhões de habitantes, que para se ter uma ideia, é o equivalente a quase toda a população do nordeste

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Foto: Reprodução/Google

Uma reportagem do Jornal da Band mostrou que é com R$ 13,00. Sim, segundo o IBGE, é isso que um em cada quatro brasileiros tem por dia para sobreviver. É uma realidade enfrentada por 52 milhões de habitantes, o equivalente a quase toda a população do nordeste. Nesse grupo, muita gente vive com ainda menos: 13 milhões e 350 mil habitantes (mais do que a população da cidade de São Paulo) tem apenas R$ 4,45 para sobreviver diariamente.

Douglas Moraes, auxiliar de pedreiro é um deles. Douglas compareceu a uma agência do Sine no Rio de Janeiro, em busca de uma vaga, mas ainda não foi desta vez.

Douglas Moraes, um trabalhador procurando emprego

“Eu espero voltar com a carteira assinada e poder fazer o Natal e um ano novo pra família, ‘mais tranquilo'”, diz Douglas.

Na prática, é como se cada pessoa desse grupo vivesse, ao longo de um mês, com valor insuficiente para pagar um tanque de 50 litros de gasolina no Estado de São Paulo – R$ 192,40, na média, conforme a pesquisa mais recente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ou com o equivalente a um terço do preço da cesta básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em São Paulo, de R$ 423,23.

Dados do Banco Mundial apontam que, em 2015, 4,34% da população, ou 8,939 milhões de pessoas, viviam abaixo da linha de US$ 1,90 por dia. Com a economia já em recessão, o contingente de extremamente pobres cresceu em 1,465 milhão de pessoas em relação a 2014, quando 3,66% dos brasileiros viviam abaixo dessa linha.

Marcelo Neri, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Nas contas de Marcelo Neri, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pesquisador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), 2016 foi o “fundo do poço” da pobreza. Usando dados também da Pnad e da Pnad-C, mas uma linha de renda mínima diferente, a equipe da FGV estimou que, após subir 9,95% em 2016, o número de extremamente pobres recuou 4,48% neste ano, até setembro, com o avanço na renda, impulsionado pela forte queda na inflação.

A queda começou em 2015, quando o contingente de pessoas abaixo da linha de pobreza da FGV saltou 19,33%. “Uma parte disso foi a inflação muito alta com o (benefício do) Bolsa Família congelado. (Em 2015,) A pobreza subiu pelo mesmo canal por que caiu”, disse Neri.

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