29/07/2018

Cientistas descobrem composto que imobiliza célula do câncer e impede metástase

Sabe de uma coisa que realmente abre novos caminhos para impedir que o câncer se espalhe para outras áreas do organismo? É uma nova pesquisa publicada na revista "Nature Communications" em Junho. Em estratégia inédita, cientistas conseguiram "congelar" a célula cancerígena para que ela não se movimentasse.

Pra quem não sabe, o nome do processo quando o câncer que inicialmente estava apenas em uma parte, se espalha para todas as outras partes do corpo causando graves problemas e levando mais rapidamente a morte, chama-se metástase.

A nova pesquisa, trata-se de uma mudança de perspectiva na luta contra o câncer, dizem os cientistas. Isso porque atualmente os esforços têm se concentrado mais em matar o tumor na maior parte das pesquisas em oncologia.

Os testes foram feitos com a molécula KBU2046, composto que inibiu o movimento de células do câncer em quatro diferentes tipos de células do câncer humanas: câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão.


O cientista explica que ele e a sua equipe fizeram diversos estudos na química para pensar um composto que só inibiria o movimento de células do câncer -- e não tivesse nenhum outro efeito em células saudáveis.

Substância bloqueia proteína associada ao movimento

Bergan cita ainda que o laboratório de Karl Scheidt, professor de química e farmacologia da Universidade de Northwestern, foi o responsável por pensar em novos compostos que pudessem impedir a motilidade de tumores. O desafio era encontrar substâncias com poucos efeitos colaterais.

Scheidt explica que o KBU2046 se liga a proteínas das células de forma específica para somente impedir o movimento. Não há outra ação sobre as estruturas celulares, o que diminui os efeitos colaterais e a toxicidade. "Levamos anos para descobrir", comemora, em nota.

Pesquisadores almejam que a droga possa ser administrada em cânceres iniciais para diminuir ao máximo que o tumor se espalhe para o resto do corpo e o paciente tenha um tumor intratável no futuro.

Cientistas estimam que serão necessários dois anos e US$ 5 milhões para que os primeiros testes sejam realizados em seres humanos.

Fonte: G1
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