07/11/2018

‘Red Dead Redemption 2’ se torna a estréia de entretenimento mais lucrativa da história

Engana-se quem pensa que a indústria do cinema ou da música é a mais rentável dentro dos mercados de cultura: com larga vantagem quem vence essa competição é o videogame. A prova disso é o recorde batido pelo Red Dead Redemption 2, lançado recentemente, ao se tornar o jogo mais lucrativo da história: em seu primeiro final de semana de lançamento, o jogo de faroeste faturou nada menos que 750 milhões de dólares. Para se ter uma ideia, o valor supera em mais de três vezes os 241 milhões de dólares do final de semana de estreia de Avatar, o filme mais lucrativo da história do cinema.


A lógica para contabilizar tais números nos games é igual a do cinema – proporciona-se o desempenho por vir a partir do primeiro final de semana. Os números impressionam até mesmo para a própria marca Red Dead, que em sua primeira versão, lançada em 2010, faturou um total de 700 milhões de dólares em 5 anos.

A segunda edição tornou-se o campeão em pré-venda e também em maior número de jogos comprados em um mesmo dia, e a tendência é que as vendas sigam crescendo.

O recorde de Red Dead Redemption 2, no entanto, se dá sob uma controvérsia fundamental: em 2013, o GTA V, jogo da mesma produtora, a Rockstar Games, faturou 1 bilhão de dólares em seus três primeiros dias de venda, mas não entrou em nenhuma lista por ter sido lançado em uma quinta-feira, não configurando assim um final de semana de estreia propriamente.

Polêmica das feministas

Em RDR2 você pode roubar, espancar e até matar ― inclusive as testemunhas de um crime. Isso é um gameplay típico da Rockstar, que já o utiliza com enorme sucesso na série GTA. Lógico que tais ações afetam negativamente no seu personagem, que passa a ser procurado, caçado, não tem vida fácil em nenhuma localidade do mapa. Mas alguns jogadores ao redor do mundo estão usando essa liberdade de ação para espancar feministas.

Na região de Saint Denis (cidade industrial do jogo), por exemplo, as sufragistas podem ser encontradas em alguns locais, como praças da cidade, sempre ao lado de cartazes pedindo o direito de voto feminino. E é aí que alguns jogadores estão fazendo isso aqui ― veja na altura de 1:00 do vídeo:


Antes de mais nada, que fique bem claro: o game não tem culpa da ação das pessoas, a Rockstar não tem culpa por fazer um jogo espetacular que dá total liberdade de ação. O problema não está no jogo, mas na cabeça das pessoas. Para uns, é apenas “diversão” e, assim como atacam feministas, atacam também qualquer pessoa que esteja pelo caminho, até porque as feministas do game, são só NPCs. Para outros, é a manifestação de um ódio que deveria ser censurado pela Rockstar.

Seja como for, o que parece indiscutível é a incrível dimensão da indústria de games hoje – e do sucesso dessa produtora.


Fonte: Hypeness
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