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O dia em que uma utopia foi proposta aos cidadãos suíços

A lucidez foi esmagadora e venceu com 77%

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Imagine você um mundo onde a igualdade e a fraternidade no melhor estilo Revolução Francesa oferecesse a todos os cidadãos um salário igual mesmo que esse cidadão não esteja trabalhando. Vamos propôr aqui a cifra de R$ 9 mil para todos os cidadãos do país. Um dinheiro pago pelo governo que, não satisfeito, ainda pagaria mais R$ 2.270 para sustentar cada criança. Um mundo lindo e maravilhoso!

Até aqui você deve imaginar com toda razão que se trata de uma utopia, mas e se a gente dissesse que essa utopia foi proposta em um plebiscito na Suíça? Uma reportagem do portal G1, relatou sobre o referendo que aconteceu no ano de 2016 e claro, como não poderia deixar de ser, a lucidez venceu: 77% dos eleitores se opuseram, os outros 23% foram favoráveis.

Se a proposta tivesse sido aprovada, todos os adultos teriam garantido uma renda incondicional, independente deles trabalharem ou não. Eles receberiam 2.500 francos suíços (o equivalente a cerca de R$ 9 mil na época) e o estado pagaria ainda 625 francos suíços (R$ 2.270) para sustentar cada criança.

Todo mundo sabe bem o alto custo de vida na Suiça e essa quantia foi reflexo disso, só não tinha ficado claro como que a medida impactaria em classes que recebem salários mais altos, afinal de contas, todos receberiam. Quem defendia a utopia, argumentava que como o trabalho estava cada vez mais automatizado, não existia tanto emprego disponível.

Mas se você pensa que a ideia é nova, isso é um redondo engano. Isso porque há 500 anos, o autor Thomas More defendeu a renda básica no livro Utopia, e projetos em escala regional foram testados em diversos países. O que era inédito era a possibilidade de implementação incondicional, institucionalizada e em larga escala.

 

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