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Ciência

Estudo dos EUA conclui que não existe gene que determine que alguém nasce homossexual

Foi o estudo mais abrangente desse tipo na história.

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Foto: Reprodução/Google

Imagine você uma fila com quase meio milhão de pessoas. Muita gente não é mesmo? Pois bem, essa foi a quantidade de pessoas que participaram de um estudo nos Estados Unidos, que chegou a conclusão de que não existe um gene, que, sozinho determine a homossexualidade de uma pessoa.

A pesquisa, que foi divulgada na revista Science, analisou mostras do DNA de mais de 470 mil pessoas. Além disso, foram coletadas, ainda, informações sobre o estilo de vida de cada uma dessas pessoas. Junto a isso, perguntas sobre preferência sexual foram recolhidas.

O estudo, que ganhou repercussão na GloboNews, chega a ser 100 vezes maior do que os feitos anteriormente sobre o assunto. A conclusão dos dados analizados mostra que não há uma causa única da influência da natureza sobre a preferência hétero ou homossexual. Em outras palavras, o ‘gene gay’ não existe.

Nem mesmo as cinco marcas genéticas mais ligadas à escolha de parceiros do mesmo sexo, podem levar a qualquer certeza sobre a preferência sexual de qualquer pessoa pela análise do DNA. Elas não chegam a sequer ter o peso de 1% na homossexualidade de uma pessoa.

“Descobrimos que é efetivamente impossível prever o comportamento sexual de um indivíduo a partir de seu genoma”, disse Ben Neale, membro do MIT e do Broad Institute de Harvard, uma das várias organizações envolvidas no trabalho.

Os fatores como ambiente, educação e a personalidade é que tem um peso bem mais significativo na escolha de um parceiro sexual.

O cantor Freddie Mercury e a princesa Diana.

De acordo com os pesquisadores, a orientação sexual tem um componente genético, confirmando estudos anteriores menores, particularmente com gêmeos. O efeito porém, é mediado por uma miríade de genes.

“Não existe um único gene gay, mas sim a contribuição de muitos pequenos efeitos genéticos espalhados pelo genoma”, disse Neale.

Além disso, há fatores ambientais: como uma pessoa é criada na infância, onde vive como adulto, etc.

Tomemos, por exemplo, a altura: o componente genético é indiscutível e está ligado à altura dos seus pais. Contudo, outros fatores como nutrição durante a infância desempenham um papel importante.

O mesmo vale para a probabilidade de você ter um ataque cardíaco. Certos genes levam a uma predisposição para doenças cardíacas, mas estilo de vida e dieta são, em última análise, mais significativos.

O estudo quer dizer então que as escolhas de um LGBT são erradas?

Segundo os cientistas, as conclusões do estudo não devem ser interpretadas de modo a dizer que as preferências de indivíduos LGBT são erradas ou fruto de um distúrbio. Ele, na realidade, reforça as evidências de que um comportamento sexual diverso é parte da variação humana e devem ser, portanto, respeitadas. Ou seja, não há como existir ‘cura gay’.

Os autores desse estudo esperam enterrar a noção, popularizada nos anos 90, da existência de um “gene gay” todo-poderoso que determina a sexualidade da mesma forma como a cor dos olhos é definida.

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