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Instituto de Química da UFBA transforma óleo recolhido de praias em carvão

Voluntários enviam material que é recebido pelo projeto

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Foto: Divulgação/UFBA

Um levantamento feito recentemente mostrou que 81 toneladas de petróleo cru já tinham sido coletadas das praias de Salvador desde que as manchas do óleo vazado começaram a aparecer na areia. A Curiozone publicou uma matéria recentemente alertando para este que pode ser considerado o maior desastre ambiental no litoral brasileiro. Resta saber agora o que acontece com esse material recolhido e a resposta para esse questionamento é animadora: ele se torna uma fonte renovável. Isso porque um projeto do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia encontrou para ele um destino: transformá-lo em carvão. A técnica foi testada por membros do projeto “Compostagem Francisco”, que trabalha com processos de compostagem acelerada.

“Bioativadores criados aqui no instituto aceleram a degradação da matéria orgânica e, em 60 minutos, o petróleo é degradado e transformado em carvão”, explica a professora doutora Zenis Novais da Rocha, responsável pelo projeto.

Com a professora doutora Zenis Novais, trabalham na transformação do resíduo quatro estudantes, sendo três de graduação e uma de doutorado.

Instituto de Química da UFBA transforma óleo recolhido de praias em carvão.

De acordo com a professora, as máquinas disponíveis na universidade permitem transformar 50kg do óleo por dia, mas que o instituto ainda tem recebido o material em pouca quantidade. O que chega lá é trazido por voluntários que atuam na limpeza das praias.

“Esse processo de compostagem acelerada é limpo, não inflamável, com aditivos que não agridem o meio ambiente, e ainda não libera gases que seriam liberados em caso de incinerar o óleo, por exemplo. Então, é uma escolha com inúmeras vantagens”, explica a professora.

A reportagem do jornal Correio 24 horas diz que além do carvão, o petróleo pode ser transformado para outros usos, como materiais de construção civil, por exemplo, mas que seriam necessários estudos adicionais.

“O carvão a gente já sabe que deu certo, mas para outros usos é preciso realizar mais testes”, explica a pesquisadora.

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