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Adiamento de datas e denúncias contra Naughty Dog revelam crise no desenvolvimento de The Last of Us 2

Jogo previsto para ser lançado em fevereiro, foi adiado para maio e agora, depois de um novo adiamento, não tem mais data definida.

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Foto: Divulgação/Sony

Depois do primeiro em 2019 para maio de 2020, o lançamento do game The Last of Us Part II ganhou recentemente outro adiamento, desta vez sem uma nova data definida e por conta do novo coronavírus. O jogo estava previsto inicialmente para fevereiro deste ano.

Quando adiou pela primeira vez, a empresa alegou que era para “manter a qualidade”, já o adiamento recente foi por causa de problemas na logística, que forçaram a Naughty Dog a deixar lançamento do game pra depois.

Para a surpresa de muitos, a novela dos bastidores do game que é a sequência de um dos maiores sucessos da Naughty Dog, já tinha ganhado mais um capítulo em março, quando depois de sair da empresa, Jonathan Cooper, um profissional da equipe que trabalhou no setor de animação (em jogos como Uncharted 4 e o próprio The Last of Us 2), veio a público no twitter dar uma série de explicações, e denunciar a exaustiva jornada de trabalho que viveu na empresa.

Segundo Cooper, a Naughty Dog não queria pagar seu salário até que ele assinasse um contrato, onde uma das cláusulas o impedia de comentar sobre absolutamente qualquer coisa que acontecia dentro da empresa. Porém, Cooper disse que os executivos cederam, quando ele alertou à empresa de que isso era ilegal. Jonathan Cooper revelou ainda que a Naughty Dog os forçou a trabalhar muito mais do que o combinado, e que muitos chegaram a ficar hospitalizados por conta de complicações na saúde e estresse no ambiente de trabalho.

Ainda segundo Cooper, a verdade é que o game já deveria ter sido lançado, se não fosse a falta de investimentos em profissionais mais experientes por parte da Naughty Dog.

O profissional diz que a empresa desgasta demais os funcionários, pois há uma grande quantidade de desenvolvedores com pouca experiência para dar conta do grande volume de trabalho. Segundo Cooper, o processo seria mais dinâmico e eficiente com um time menor de pessoas, só que com mais experiência na indústria. Cooper criticou ainda a fórmula linear que os jogos da Naughty Dog tem.

Uma reportagem do site americano Kotaku, escrita pelo jornalista Jason Schreier, mostra em detalhes a cultura de trabalho da Naughty Dog, onde o “crunch” é algo institucionalizado. Pra quem não sabe, o termo derivado de “Crunch Time”, faz referência à prática que leva a equipe a trabalhar por muitas horas além do expediente normal, para terminar o desenvolvimento de um projeto.

Segundo a Naughty Dog, esse é um processo para ver o quanto a equipe está envolvida com o projeto. Ainda não se sabe, quando a sequência do game será lançada, o que se sabe, é que esse parece ser um dos bastidores mais conturbados da indústria dos games no momento.

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