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David Koresh, o “profeta” que causou a morte de 80 pessoas

Ele se denominou profeta apocalíptico, liderou uma seita e guiou seus seguidores para um conflito contra agências federais americanas

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Foto: Reprodução/Google

Nos dias de hoje é comum ver pessoas que levantam polêmicas com suas profecias apocalípticas sobre fatos que acontecem no mundo. Existem pessoas que acreditam, mas são poucas. Em tempos passados coisas assim atingiam mais pessoas. Em particular um caso muito curioso você conhecerá hoje.

Veron Wayne Howell é o nome de um “profeta”, que causou a morte de 80 pessoas, mas ele era mais conhecido como David Koresh. David, era muito zoado na escola e por conta disso, foi um aluno isolado.

A música e a Bíblia eram seus únicos interesses. Aos 12 anos, David recitava trechos do livro sagrado e discutia sempre com pastores sobre seus ensinamentos. David era focado na vida religiosa e o que fez se destacar dentro da seita Brach Davidians, que surgiu da divisão da Igreja Adventista do Sétimo Dia, eram seu carisma e convicção.

O garoto virou amante da líder da seita e assumiu o controle depois que venceu um embate político com o filho dela. Na época, ele se chamava Vernon como você viu no começo, e foi no comando da seita dos Davidians, que ele mudou seu nome para David, passando a interpretar livremente o Livro de Apocalipse, criando uma guarda pessoal. Os Homens Poderosos eram separados das esposas, com o objetivo de proteger a seita e seu líder até mesmo de forma agressiva, se assim preciso fosse.

O tempo foi passando, e Koresh fundou a comunidade Mount Carmel Center, em Waco, Texas, com regras que valiam para todos, menos para ele. Koresh era um cara bem contraditório em muitos aspectos. Embora pregasse o celibato, dormia com 15 mulheres (a mais nova tinha 12 anos), sem contar o fato de que consumia bebidas alcoólicas, que como todo protestante tradicional americano, sempre vetava para todos os outros seguidores.

Os membros da Davidians podiam ter armas, só que a Agência de Controle de Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos dos EUA (ATF) começou a suspeitar que elas estavam sendo convertidas para fogo automático, algo que era proibido por lei. Quatro dos agentes da ATF invadiram o local da seita, foram assassinados em fevereiro de 1993.

O FBI cercou o complexo de Waco, depois da morte dos agentes da ATF, levando a um impasse que durou vários dias. Os federais tiveram que manter o máximo de cautela, já que estavam sob ameaças de tiros e de suicídio coletivo. Koresh então liberou alguns fiéis em troca de exposição na média e começou a mostrar um comportamento instável na frente dos negociadores.

Era um cenário de guerra, porque até mesmo tanques de guerra que apareceram no local, depois de 51 dias de negociação, abriram buracos nas paredes e injetaram gás lacrimogênio. Os fiéis da seita abriram fogo e, depois de incêndios ocasionados por lamparinas de querosene em contato com o ga´s, 80 pessoas morreram, sendo 23 delas com menos de 17 anos.

No fim da história, Koresh acabou baleado na cabeça, encontrado carbonizado e identificado pela arcada dentária. A história de David foi contada em uma reportagem feita pela rede de TV ABC news:

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