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A história de Santa Corona, a mártir que está sendo associada à padroeira contra as epidemias

Além da coincidência de nomes, Santa Corona é apontada por catedral alemã como a padroeira das pestes e epidemias. Versão, no entanto, é contestada.

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Foto: Reprodução/Google

A Igreja Católica celebra hoje o dia de Santa Corona. É isso mesmo, Corona é um mártir da Igreja Católica, a santa protetora contra epidemias. Não se sabe muito sobre a história dessa mártir da tradição cristã primitiva, que viveu na Síria no século II. A devoção à ela não é muito difundida, mas agora, em meio a pandemia, o nome dela experimenta uma onda crescente de popularidade.

Existe uma ambiguidade em torno das datas e locais do martírio de Santa Corona. Enquanto algumas fontes apntam que aconteceu em Antio quia, outras dizem que ocorreu em Damasco, só que a maioria concorda que ela foi morta na década de 170 d.C. durante o reinado de Marco Aurélio e por ordem de um juíz romano chamado Sebastian.

A história conta que ela tinha 16 anos, quando foi executada, de forma brutal por professar a fé cristã. Soldados romanos estavam torturando um homem chamado Vitor, por ele se recusar a negar Cristo, quando Corona tentou ajudá-lo. Ela se declarou cristã quando foi levada a julgamento e assim como Vitor, foi condenada à morte. Os membros de Corona foram amarrados a duas árvores curvadas que quando voltaram à posição vertical, imprimiram uma força tão violenta que destruíram o corpo dela. Assim foi dado o martírio de São Vitor e Santa Corona.

Padroeira contra as epidemias

A porta-voz da Catedral de Aachen, Daniela Lövenich, disse que a santa é invocada por vítimas de epidemias. “Entre outras coisas, Santa Corona é considerada uma santa padroeira contra epidemias. É isso que a torna tão interessante neste momento”, afirmou.

Só que não é uma tarefa fácil saber de onde vem essa devoção. Isso porque de acordo com a Lexikon des Mittelalters, que é uma enciclopédia alemã sobre a história e a cultura da Idade Média, e tem mais de 36 mil artigos em nove volumes, não tem nenhuma notícia documentada sobre a vida de Corona. Tudo que compõe a devoção em torno dela foi transmitido pela tradição oral. E isso é até compreensível, já que a imprensa só foi surgir no século XV, e como já foi falado, a história de Corona remonta o século II.

A enciclopédia indica que a santa foi invocada por caçadores de tesouros e açougueiros e mostra que não se sabe nada sobre um patronato especial contra epidemias, segundo reportagem da agência católica de notícias ACI Digital.

Ela seria padroeira do combate às pestes e epidemias, porque assim dizem os representantes da Catedral de Aachen, Alemanha, onde estão guardadas suas relíquias.

Ainda existem dúvidas se o nome dela era Corona mesmo, ou se isso era uma referência à moeda da época (a palavra “corona” vem do latim e significa “coroa”). Ela também era chamada de Stephania e alguns acreditam que ela pode ter ficado conhecida como Corona pelo fato de ser invocada para “assuntos de dinheiro, loteria e jogos de azar”, como conta a edição da enciclopédia publicada em 1931.

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