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Respirador de baixo custo é criado na USP e aprovado em testes com humanos

Custo estimado de cada aparelho será de R$ 1 mil, sendo que o ventilador mais barato no mercado custa R$ 15 mil

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Muita gente hoje já sabe que pessoas infectadas com o novo coronavírus, que surgiu em Wuhan, na China, podem desenvolver um quadro grave com falta de ar. O número de infectados que cresce a cada dia, faz com que hospitais fiquem cheios dificultando o atendimento de todos. Isso sem contar que também faltam equipamentos que possam atender a todos os pacientes que, nas UTIs, desenvolvem esse quadro grave com dificuldade para respirar. Atenta a essa informação, uma equipe da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), desenvolveu um respirador 15 vezes mais barato que a média de preços no mercado. Além disso, o respirador que foi aprovado em testes com humanos, e em breve poderá ser liberado em hospitais, pode ficar pronto em menos de duas horas.

Os testes aconteceram entre os dias 17 e 19 de abril com quatro pacientes do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O equipamento foi considerado aprovado no estudo, inclusive no modo controlado por pressão, de acordo com a Poli-US, que disse em nota que “Não houve nenhuma intercorrência com os pacientes ventilados com o Inspire”.

O aparelho já tinha sido considerado aprovado em testes com animais e os documentos referentes aos testes, foram encaminhados à Anvisa e outros órgãos para ser liberado.

O projeto, que recebeu o nome de INSPIRE, foi feito com uma tecnologia 100% nacional, uma vez que as fronteiras fechadas e a importação de material, foi uma dificuldade encontrada pelos pesquisadores. Algo que no fim das contas, fez o equipamento ficar ainda mais acessível.

Engenheiros da USP desenvolveram o ‘Inspire’, ventilador pulmonar para uso em emergências, que pode ser produzido em até duas horas e 15 vezes mais barato

“O motivo de se desenvolver este tipo de ventilador de pulmão emergencial parte de algumas premissas. Uma delas é que a cadeia de produção instalada deste tipo de equipamento talvez não consiga aumentar sua produção para a demanda da população brasileira nas próximas semanas. Seria necessário ter um equipamento que pudesse atender a população que ficaria desassistida neste caso”, explica o professor Raul González Lima, especialista em Engenharia Biomédica e um dos coordenadores do projeto.

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