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Como o Facebook planejou ataque hacker para ajudar FBI a pegar pedófilo nos EUA

Empresa de Mark Zuckerberg ajudou o FBI a identificar os passos de um homem acusado de extorquir e ameaçar meninas na internet.

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Foto: Reprodução/Google

Recentemente, o Facebook foi responsável por trabalhar em uma ação conjunta com o FBI para ajudar a capturar um pedófilo chamado Buster Hernandez, morador da Califórnia, que estava usando a plataforma para assediar, extorquir e ameaçar garotas menores de idade.

De maneira secreta, a empresa de Mark Zuckerberg hackeou o suspeito e em posse de informações, entregou os dados às autoridades. O site norte-americano Vice expôs o caso, que foi confirmado pelo Facebook. Esta foi a primeira vez que o Facebook adotou este tipo de abordagem com um usuário, de acordo com funcionários.

Ilustração do criminoso Buster Hernandez.

Buster Hernanrdez, foi preso no início do ano, depois de ser declarado culpado de 41 acusações, incluindo produção de pornografia infantil, coerção e sedução de menores, ameaças de morte e sequestro. Hernandez agora está preso aguardando sentença.

Como o Facebook foi à caça

Hernandez usou ferramentas de navegação privada durante anos, entre aplicativos de mensagens, email e o Facebook, para pedir fotos nuas e vídeos sexuais de dezenas de vítimas, sob ameaças de tiroteiros em massa nas escolas das crianças, chantagem de estupro e violência.

O estuprador era conhecido virtualmente como “Brian Kil”, e ele ficou conhecido entre a equipe do Facebook, como o pior criminoso dentro da plataforma. Hernandez era tão hábil em mascaras sua identidade, que o Facebook então decidiu dar apoio a polícia e ajudar a encontrá-lo, em uma decisão que foi considerada muito controversa dentro da empresa.

Facebook, rede social de Mark Zuckerberg.

Para manter sua privacidade, Hernandez usada um sistema operacional desenvolvido com base no Debian, o Tails, que roda o software de encriptação Tor. Esse sistema é usado tanto para o bem, como para o mal. Isso porque ativistas, jornalistas e sobreviventes de violência usam o Tails, mas, infelizmente, criminosos também acabam tendo acesso.

Por cerca de dois anos, o Facebook designou um de seus funcionários para seguir os passos de Hernandez e desenvolver um novo sistema de aprendizado de máquina. O sistema foi projetado basicamente para capturar esse tipo de criminoso, detectando usuários que criam novas contas e entram em contato com crianças para aliciá-las.

Alex Stamnos, ex-chefe de segurança do Facebook, em uma palestra durante uma conferência.

Essa tecnologia foi capaz de detectar Hernandez e vincular diferentes contas fakes e suas respectivas vítimas a ele. Só que o Facebook não se deu por satisfeito e achou que precisava fazer mais, tomando assim uma nova atitude. Especialistas em cibersegurança foram contratados para, junto a seus engenheiros, desenvolverem um “exploit de dia zero” (um programa capaz de explorar falhas de sistema ainda sem correção) para o Tails.

Esse exploit, que custou US$ 100 mil ao Facebook, usou uma falha no player de vídeo da Tails para finalmente conseguir o real endereço de IP do criminoso. Os desenvolvedores do Tails disseram que o Facebook não lhes disse sobre as vulnerabilidades e não se sabe se o FBI estava a par da estratégia.

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