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Somente 3 em cada 10 angolanos tem água canalizada em casa

Saneamento básico é um desafio ainda a ser superado na Angola

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Em tempos de pandemia, duas das principais e mais importantes recomendações das autoridades para conter o avanço do novo coronavírus são o isolamento social, e manter as mãos sempre limpas com água e sabão. O problema, é que o saneamento básico muitas vezes não chega a locais onde deveria, fazendo com que muitas pessoas não tenham acesso ao que deveria ser, como o nome já sugere, básico.

É o caso dos cidadãos de Angola, mostrado em um gráfico do Afrobarometer, uma rede de pesquisa não partidária e pan-africana, que fornece dados quantitativos sobre a vivência e avaliação dos africanos sobre a democracia, e sobre qualidade de vida.

Os dados da pesquisa mostram que muitos angolanos estão preocupados com a dificuldade no acesso à água canalizada em meio a pandemia de Covid-19. De acordo com o estudo, somente três em cada 10 angolanos têm água canalizada no interior das suas residências ou no quintal, ao passo que quatro em cada 10 angolanos precisam sair de suas casas pra que tenham acesso a uma casa de banho ou latrina.

O primeiro dado de pesquisa do Afrobatometer em Angola observa ainda que cerca da metade dos cidadãos de Angola não tem nem mesmo acesso à ligação elétrica da rede pública.

As conclusões principais do estudo mostram ainda, que 13% dos cidadãos de Angola conseguem obter água para o consumo doméstico diretamente do chafariz ou poço com tubo ou manivela.

“Os residentes das zonas urbanas têm quatro vezes mais chance de usufruírem de água canalizada no interior das suas residências ou quintais do que os residentes das zonas rurais”, lê-se no texto que acompanha as principais conclusões do estudo.

Para chegar aos dados, a equipe do Afrobarometer, liderada pela Ovilongwa, foram entrevistados 2.400 angolanos adultos, entre 27 de novembro e 27 de dezembro de 2019. Até o dado momento, Angola soma 4 mortos e 86 infectados por Covid-19. Na África são 4.756 mortos confirmados em quase 170 mil infectados nos 54 países, de acordo com estatísticas mais recentes da pandemia no continente.

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