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Twitter suspende contas feitas para limpar imagem da China

O “gabinete do ódio” que o governo chinês criou, tinha cerca de 174 mil contas no Twitter.

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Foto: Reprodução/Google

Ao que parece, o governo chinês tem um “gabinete do ódio” pra chamar de seu. Isso porque recentemente, o Twitter revelou a suspensão de cerca de 174 mil contas ligadas ao governo chinês, que foram flagradas envolvidas em um esforço coordenado para disseminar entre outras questões, uma propaganda favorável à gestão da crise do coronavírus e dos protestos pró-democracia em Hong Kong.

A desativação dessas contas aconteceu durante os três primeiros meses de 2020 e, segundo os responsáveis pela rede social do passarinho azul, a maioria delas estava fazendo uma espécie de “controle de dano” escrevendo mensagens em mandarim e buscando melhorar a imagem do governo que é liderado pelo Partido Comunista Chinês, principalmente na Ásia.

O Twitter afirmou que embora grande, a rede de propaganda não alcançou muito impacto na internet já que a maioria das mensagens acabou sendo compartilhada por outras contas que faziam parte da mesma operação, formando uma espécie de bolha, já que não era divulgada de forma independente pelos outros usuários.

A rede social explicou que encontrou ligações entre essa operação e uma outra realizada pelo governo chinês em meados de 2019 que foi estendida, além do Twitter, ao YouTube e ao Facebook. Na ocasião, o objetivo principal da campanha, era influenciar a percepção da crise desencadeada entre Pequim e a autonomia de Hong Kong, e tinha 210 canais no YouTube, 200 mil contas no Twitter, e sete páginas, três grupos e cinco contas de usuários no Facebook.

“Temos provas claras de que esta é uma operação apoiada pelo Estado. Especificamente, identificamos grandes grupos de contas se comportando de forma coordenada para ampliar as mensagens relacionadas aos protestos em Hong Kong”, declararam autoridades do Twitter na época.

Pra quem ainda não sabe, os cidadãos chineses não podem acessar o Twitter porque o governo proíbe. Portanto, essas contas foram conectadas à plataforma por meio de redes particulares virtuais, embora algumas delas utilizassem endereços IP desbloqueados.

O Twitter informou também, que além das contas chinesas, 1.153 contas ligadas a uma campanha de propaganda originada na Rússia, e outras 7.340 de uma operação ligada ao governo turco foram desativadas.

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