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Bebê nasceu depois de mãe ser arremessada de caminhão em acidente grave

Menina ficou internada no Hospital Regional de Pariquera-Açu. Caso aconteceu em 2018.

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Existem coisas que na vida, as vezes são capazes de nos surpreender. Em meio a um acidente trágico na Rodovia Régia Bittencourt, no interior de São Paulo, uma menina nasceu em 2018. Tudo aconteceu quando uma jovem de 21 anos chamada Ingrid Irene Ribeiro, que estava grávida, foi arremessada para fora de um caminhão e morreu, depois de ter seu abdômen rompido, o que obrigou sua filha a nascer involuntariamente.

Foi por volta das 12h30 que o médico Elton Barbosa foi chamado para socorrer duas vítimas de um acidente no Km 517, na Serra do Azeite, em Cajati. Elton faz parte da equipe de atendimento pré-hospitalar da Rodovia Regis Bittencourt, que na mesma hora, foi para identificar o que realmente tinha acontecido no lugar.

Bebê nasce após mãe ser arremessada de caminhão em grave acidente em SP.

De acordo com a reportagem do portal G1, a concessionária que é responsável pela rodovia, relatou que uma carreta que transportava tábuas de madeira saiu da pista e tombou. O motorista ficou preso nas ferragens do caminhão e que Ingrid, a passageira, que estava esperando um bebê há 39 semanas, foi arremessada para fora do veículo.

“O motorista já estava sendo retirado das ferragens do caminhão por outra equipe. A mulher estava embaixo de pranchas de madeira. Eu estava tentando chegar até a vítima para atestar o óbito quando ouvi um choro abafado de uma criança. Tiramos as pranchas de madeira e vimos a gestante. A criança estava entrelaçada nas vísceras da mãe”, conta o médico.

A bebê, que apesar de ter passado bem, ainda necessitou de cuidados médicos, embora não tenha apresentado nenhum ferimento, foi encaminhada para a UTI Neonatal do Hospital Regional de Pariquera-Açu, uma cidade vizinha a Cajati.

Carreta capotou na rodovia Régis Bittencourt, em Cajati..

Com o capotamento, a mãe grávida caiu na rodovia e várias tábuas de madeira caíram em cima dela. A hipótese, de acordo com o médico, é de que as pranchas tenham rompido o abdômen da mãe. “O feto foi expulso pelo trauma. Quando eu cheguei, o bebê estava entrelaçado nos restos mortais. Eu retirei aquela criança, fiz os procedimentos cabíveis e levei para a ambulância”, conta Barbosa.

“Vou ser sincero. Foi Deus. Pela cinemática, pelo que eu vi, não sei como saiu viva. Quem manteve viva foi o próprio corpo da mãe. É raro isso acontecer. O abdômen da mãe foi exposto. A mãe estava sob várias pranchas de MDF. Eu não sei como essa criança saiu viva”, explicou o médico.

A mãe da menina teve esmagamento de crânio e perdeu vários membros. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Registro. Porém, como a Ingrid Irene Ribeiro estava sem os documentos pessoais, aguardou até que seu corpo fosse reconhecido pelos familiares.

Jonathas Ferreira, o motorista da carreta, foi encaminhado ao Hospital Regional de Pariquera-Açu. Informações obtidas pela reportagem, deram conta de que ele não era o pai da criança e só deu uma carona para a gestante.

O momento de dor e esperança ficou marcado para sempre na memória do médico. “Foi emocionante. Infelizmente tivemos o óbito da mãe, torcemos para que isso não ocorra. Mas, diante da tragédia, conseguimos fazer o procedimento e salvar a bebê. Foi gratificante. Essa ocorrência literalmente marcou a minha vida. Acho que na história da rodovia nunca ocorreu um acidente nessa proporção. Perdemos uma vida, mas fomos responsáveis por dar a vida a uma menina”, finaliza.

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