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Gaules critica jornalistas que fazem sensacionalismo e não dão notícias boas na pandemia

Streamer disse que é necessário noticiar com “mais dignidade”.

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Gaules é o nome artístico do homem que além de ser um dos streamers profissionais de Counter-Strike mais assistidos da Twitch, doou em janeiro, R$ 32 mil para o projeto Mais Amor Manaus, que tem como objetivo ajudar hospitais no Amazonas, que ficaram sobrecarregados devido a alta de casos de Covid-19.

Recentemente, Gaules fez uma declaração que levou seu nome a ser um dos mais comentados no Twitter. Durante uma transmissão, o streamer comentou sobre a situação da pandemia no Brasil, e disse que jornalistas atualmente só mostram notícias ruins a respeito da pandemia, sem balancear a situação noticiando coisas boas.

Gaules, o streamer brasileiro de CS:GO.

“…eu acho que é legal os caras noticiarem a pandemia. Só que é só notícia triste velho, é só abalo, e aí eu percebi que os caras fazem isso, não tem como não ser de propósito tá ligado? Eles fazem isso, pra você ficar em choque e ver mais notícia. Pra você saber das coisas ruins que tá acontecendo pra você ficar mais em choque pra você precisar ver mais notícia.”, disse Gaules.

O streamer seguiu dizendo que entende que não tem como não noticiar coisas ruins, mas que poderia ser mais “balanceado” com os profissionais noticiando também coisas boas.

A fala do streamer provocou jornalistas que o contrariaram argumentando que o jornalismo cumpre seu papel de informar o que acontece, e que se o momento atual não é favorável, não há o que noticiar de bom.

Os comentários geraram controvérsias, com usuários que concordaram com Gaules dizendo que há, sim, notícias boas para dar, mesmo com o momento ruim.

Há método na divulgação de notícias ruins?

Há quem acredite como o Gaules, que há método na divulgação de notícias ruins. Porém, uma reportagem da BBC Brasil, mostrou que um estudo feito com indivíduos de 17 países, indicou que as pessoas costumam prestar muito mais atenção em notícias negativas, e que no Brasil, existem evidências muito claras desse comportamento.

Estudo mostrou que brasileiros prestam mais atenção em notícias negativas.

Se de fato existe método em focar nas notícias ruins, o estudo mostra que a população brasileira colabora pra que isso aconteça.

De acordo com o estudo que foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, a tendência de reagir mais fortemente a notícias de conteúdo negativo é um fenômeno global.

Os pesquisadores mediram reações fisiológicas dos participantes e concluíram que, ao redor do mundo, as pessoas são mais “ativadas” por notícias com conteúdo negativo do que por histórias positivas.

Medo é capaz de gerar atenção do público

O medo também é uma forma barata de chamar atenção. Não tem notícias relevantes, mas precisa de mais pontos de audiência no noticiário? Busque o pior lado de uma notícia, mesmo se for para falar de Pokémon GO. Precisa vender mais jornais? Desperte o medo, mesmo se a notícia for boa.

É uma cobertura parcial que gera muitas views, mas cria um viés que explica o medo mal direcionado.

Datena disse que caçar Pokémons era “coisa de idiota” em meio a assaltos com celular.

O psicólogo Daniel Kahneman explica em seu livro Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar, que nós confundimos o que conseguimos lembrar mais facilmente com aquilo que é mais comum.

Qual o vírus matou mais pessoas: o vírus do ebola ou o vírus da gripe? Se você respondeu que foi o ebola, confundiu o vírus que mais lembramos como letal, com o que mata mais gente dos dois, só que não é tão noticiado.

Luta contra Ebola; ONG Médicos Sem Fronteiras exercendo papel fundamental no combate a doença.

Pra você ter uma ideia, em 2017, o mundo teve acesso a dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrando que somados os surtos de 2016, o vírus do ebola matou um total de 13.031 desde que foi descoberto, enquanto o vírus da gripe mata 250.000 a 500.000 pessoas por ano.

Em 2014, de acordo com o Ministério da Saúde, só a diabetes matou 58 mil pessoas em 2014, só que uma cobra realmente parece muito mais ameaçadora do que um bolo de chocolate trufado com morango, embora ela mate, proporcionalmente, quase seiscentas vezes menos pessoas.

Situação de crise e a pandemia no Brasil

Após um ano, a pandemia no Brasil ganhou uma nova perspectiva. O cenário que parece de medo, na verdade é outro, com fatos que mostram que há luz no fim do túnel. Embora o país tenha atingido mais de 4 mil mortos por Covid-19 em 24h, a vacinação, confiança de muitos para o fim da crise, já começou.

Nos noticiários, há ênfase no número de mortos e infectados, enquanto o número de recuperados e imunizados é deixado em segundo plano.

Uma matéria da Curiozone publicada na última sexta-feira (6), mostrou que as metas de vacinação contra a Covid-19 na Europa até o dado momento não foram atingidas, e agora a Comissão Europeia se mantém otimista para melhorar o quadro e corrigir atrasos. Por outro lado, a vacinação no Brasil já começou. A nível de comparação, no Brasil, 17.6 milhões foram vacinados, representando 8,32% da população, enquanto que no Reino Unido, por exemplo, apenas 7,8% estão imunizados com as duas doses da vacina.

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