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Morre a inesquecível: Superliga europeia está cancelada; entenda o que foi a proposta

Zagueiro do Barcelona, Gerard Piqué, se posicionou contra a Superliga Europeia: ‘O futebol é dos torcedores’

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Foto: Reprodução/Google

Na última semana nenhum outro assunto tomou conta não só da mídia esportiva, como a imprensa em geral: a polêmica Superliga europeia. Os fãs de futebol, porém, agora podem ficar felizes com o desfecho da proposta que agora está oficialmente cancelada.

De acordo com informações do portal UOL, a Superliga europeia, que foi idealizada por 12 dos maiores clubes do futebol europeu, foi cancelada em uma decisão tomada depois que os ingleses Chelsea e Manchester City desistiram oficialmente da ideia por conta da reação extremamente negativa dos rivais, federações mas especialmente dos torcedores.

Não foram poucos os acontecimentos que fizeram com que a Superliga fosse abandonada. Além das inúmeras aglomerações em protestos de torcedores dos mais variados clubes europeus – que se foram mais intensos na Itália e, principalmente, na Inglaterra, onde os seis clubes mais poderosos participaram do projeto desde sua origem –, as críticas chegaram a fazer efeito internamente nos clubes.

O Manchester United, um dos principais clubes da Europa e o maior da Inglaterra ao lado do Liverpool, enfrentou críticas de grandes ídolos como Alex Ferguson e Gary Neville. Hoje, O Diretor Executivo do clube de Manchester, Ed Woodward, renunciou ao cargo após ver o tamanho do problema.

Torcedores do Chelsea se aglomeraram em frente ao Stamford Bridge para protestar antes do duelo contra o Brighton.

Sem o apoio nem dos torcedores, nem das federações – a FIFA, a UEFA e as federações nacionais chegaram a ameaçar banir os clubes envolvidos no projeto de suas competições –, e nem mesmo das gigantes que transmitem os principais campeonatos, ficou difícil manter o projeto. Já nos últimos capítulos da curta novela, a Amazon, que na Inglaterra transmite a Premier League, afirmou que nem tentaria participar de uma eventual licitação pela exibição do torneio.

O que pretendia ser a proposta do comunicado

O futebol internacional sofreu um terremoto com a criação da Superliga europeia. Doze grandes clubes do continente resolveram lançar uma competição em oposição à Liga dos Campeões da Uefa.

Na imagem, Peter Cech conversa com torcedores do Chelsea que protestam contra a Superliga.

Acontece, que em apenas 48 horas quase a metade dos fundadores entre Manchester City, Manchester United, Liverpool, Arsenal e Tottenham anunciaram a desistência, pressionados pela enxurrada de críticas, incluindo de seus próprios torcedores.

Quais clubes lançaram a Superliga?

Doze eram os clubes anunciados inicialmente: Chelsea, Arsenal, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, da Inglaterra; Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, da Espanha; e Inter de Milão, Juventus e Milan, da Itália.

Clubes europeus pretendiam criar a Superliga europeia.

A entidade informou que ainda aguardava mais três participantes para fecharem o grupo de 15 clubes fundadores. Contudo, o Manchester City confirmou sua saída dois dias depois da criação da liga, e não demorou muito para que outros quatro times ingleses também desistissem.

Qual o formato da competição?

Pelo planejamento original, participariam 20 clubes: os 15 fundadores mais outros cinco que se classificarem com base no rendimento da temporada anterior. Competição com início em agosto e final nos últimos dias de maio, em estádio neutro. Os 20 times serão divididos em dois grupos, com jogos dentro e fora de casa dentro da mesma chave, no meio de semana.

Os quatro melhores de cada grupo se classificarão para um mata-mata, também com partidas de ida e de volta. A final da Superliga será em confronto único. A proposta é que as fase finais do torneio sejam disputadas dentro de um mês.

Por que criar a Superliga?

Os clubes fundadores alegavam que o projeto estabelece uma “base sustentável para o futuro a longo prazo, aumentando substancialmente a solidariedade e dando aos torcedores e jogadores amadores um fluxo regular de jogos de destaque que irão alimentar a sua paixão pelo jogo e, ao mesmo tempo, fornecer a eles um modelo atraente”.

Os representantes da liga sustentam que a competição “proporcionará um crescimento econômico significantemente maior” do que com o atual modelo da Liga dos Campeões. Os clubes fundadores receberão juntos € 3,5 bilhões na primeira temporada. Além disso, a Superliga diz que contribuiria com € 10 bilhões em “pagamentos de solidariedade”.

Caso o valor se confirmasse, seria infinitamente superior à quantidade paga aos clubes pela UEFA em todas as competições (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa Europeia), que geraram € 3,2 bilhões em direitos de transmissão na temporada 2018/19, antes que a pandemia afetasse seriamente o mercado europeu de direitos esportivos.

Quais as possíveis punições?

A Superliga sustentava que os clubes vão continuar disputando seus respectivos campeonatos nacionais. Mas o novo torneio continental já foi alvo de críticas das ligas da Espanha, Inglaterra, França e Alemanha, que condenaram a proposta. Elas prometem barrar a iniciativa.

A Uefa ameaçou punir os clubes envolvidos, esportivamente e judicialmente. Entre as medidas já mencionadas estão o banimento de competições domésticas e internacionais, além da proibição dos jogadores desses times defenderem as suas respectivas seleções.

O que dizem a Fifa e a UEFA?

Em nota, a confederação europeia de futebol classificou a Superliga como um “projeto cínico, fundado no auto-interesse de poucos clubes num momento em que a sociedade precisa de solidariedade, mais do que nunca”. Para a Uefa, esses clubes “foram longe demais”.

Por sua vez, a Fifa afirmou que “só pode desaprovar uma Liga Europeia fechada e dissidente fora das estruturas do futebol”. A entidade máxima do futebol declarou estar “firmemente posicionada em favor da solidariedade no futebol e de um modelo de redistribuição justo”.

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