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O fracasso da União Europeia nas metas de vacinação contra a Covid-19 e a corrida para corrigir atrasos

Comissão Europeia confia em uma drástica melhora a partir deste mês de abril com a chegada de mais de 350 milhões de doses até junho.

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A vacinação contra a Covid-19 nos países que compõem a União Europeia não anda bem das pernas. Isso porque o primeiro trimestre de campanhas de vacinação terminou sem cumprir um único dos objetivos estabelecidos. De acordo com informações do jornal espanhol El País, a Comissão Europeia esperava vacinar 80% da poulação com mais de 80 anos e 80% dos profissionais de saúde até 31 de março. O problema, é que até o dado momento, 27% da população mais velha e menos da metade dos profissionais da linha frente não se vacinaram.

A União Europeia também não foi capaz de cumprir o cronograma de distribuição de doses planejado, embora, neste caso se justifique isso pelo fato da AstraZeneca ter entregado 70 milhões de doses a menos do que o contratado.

A capital da Bélgica, Bruxelas, espera relançar as campanhas neste mês de abril para finalmente atingir a meta de 70% da população adulta vacinada no fim de setembro. Segundo dados do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), somente 27% da população maior de 80 anos de idade recebeu as duas doses necessárias para alcançar a imunidade.

Coronavírus.

Dados do ECDC mostram que só Finlândia, Irlanda, Malta e Suécia ultrapassaram o limiar de 80% e outros dois, Dinamarca e Portugal estão prestes a fazê-lo. Na Espanha, que não forneceu dados ao ECDC, pouco mais de um terço da população com mais de 80 anos recebeu ambas as doses e 70% tomou pelo menos uma.

Já quanto ao setor de saúde, o ECDC não deixa a disposição muitos dados, já que apenas 13 dos 27 países-membros enviaram informações. Esses dados indicam que 47% dos profissionais de saúde já se vacinaram e cerca de 61% tomaram a primeira dose.

Coronavirus e vacinas.

O início lento das campanhas de vacinação tem causado preocupação na maioria dos Estados-membros, ainda mais por conta do ritmo acelerado em outras partes do planeta. Se formos colocar um pódio com EUA, Brasil e Reino Unido, os Estados Unidos assumiriam o primeiro lugar com 16%, o Brasil ficaria em segundo com 8,32% e Reino Unido com 7,8% da população que recebeu as duas doses da vacina. Na União Europeia, essa cifra se manteve em cerca de 6% no fim do primeiro trimestre.

“Até o final desta semana, 107 milhões de doses vão chegar aos Estados-membros”, anunciou nesta quinta-feira a porta-voz adjunta da Comissão Europeia, Dana Spinant. O número está longe das mais de 160 milhões de doses inicialmente previstas, apesar de a BioNTech e a Moderna, duas das farmacêuticas contratadas pela Comissão Europeia, terem cumprido os fornecimentos prometidos, com 67,5 e 9,8 milhões, respectivamente. Já a AstraZeneca entregou 29,7 milhões, longe dos quase 100 milhões acertados.

A falta de doses se juntou à hesitação de algumas autoridades nacionais sobre o uso da vacina da AstraZeneca, que em vários países foi restringida a determinadas faixas etárias, apesar de a Agência Europeia de Medicamentos a considerar segura para todas as idades. Por fim, a combinação de problemas em torno do laboratório anglo-sueco deixou a UE muito distante dos objetivos que havia traçado no início das campanhas de vacinação, iniciadas em 27 de dezembro. “Claro, todos nós sabemos que poderia ter sido muito mais rápido se todas as empresas farmacêuticas tivessem cumprido seus contratos”, lamentou a presidenta da Comissão, Ursula von der Leyen, fazendo um balanço do primeiro trimestre da campanha durante a cúpula europeia realizada na semana passada.

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