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Lázaro Barbosa: o panorama geral sobre os crimes e a caçada ao assassino

Confira o histórico dos crimes e as buscas pelo homem que aterroriza a população.

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No momento da produção desta matéria, os policiais seguem pelo 19º dia de buscas pelo assassino Lázaro Barbosa, que deixou o Brasil inteiro em um mix de angústia, revolta e perplexidade diante do caso. Também conhecido como o psicopata de Goiás, Lázaro vem deixando atrás de si um nefasto rastro de sangue, estupros e mortes, além é claro de fomentar inúmeras discussões sobre segurança estatal, crime e castigo.

Na matéria de hoje da Curiozone você confere um panorama geral das buscas por Lázaro, o criminoso e os crimes que ele cometeu.

Antes de tudo é preciso saber quem é Lázaro Barbosa de Sousa: um sujeito de 32 anos que iniciou sua carreira criminosa em 2007 com um duplo homicídio, onde foi sua primeira passagem pelo sistema prisional, onde permaneceu por 10 dias antes de fugir.

Em 2009, ele e o irmão invadiram uma chácara em uma localidade conhecida como Sol Nascente, já na região de Brasília, roubando dinheiro e fazendo uma família de refém. No fim, eles escolheram uma das moças da casa e a levaram para um rio próximo, onde a violentaram por toda a madrugada.

O assassino Lázaro Barbosa.

A moça sobreviveu ao acontecimento, mas atualmente, ao saber que Lázaro está solto, violentando e matando pessoas, a antiga vítima já não consegue dormir, revivendo aquele trágico episódio. Tempos depois, Lázaro foi preso e permaneceu por seis anos no famoso presídio da Papuda, entre 2010 e 2016. Na prisão, um laudo elaborado em 2013 atestou Lázaro como um psicopata imprevisível, com comportamento agressivo e impulsivo.

Contudo, isso não impediu que o criminoso progredisse para o regime semiaberto e, graças a um atestado de bom comportamento, também tivesse direito a um saidão de páscoa, em que o meliante previsivelmente decidiu não retornar ao presídio.

Para os ideólogos da ressocialização, tal comportamento deve parecer inexplicável, uma vez que Lázaro passou por vários programas de promoção de empatia com as vítimas. De acordo com informações do portal G1, o criminoso chegou a participar de ministrações a respeito da lei Maria da Penha e todos os encontros dos grupos de promoção da sensibilização no presídio.

Após essa fuga, sua última passagem pela prisão foi em 2018, no estado de Goiás, onde fugiu após meros quatro meses de prisão.

Preso com as mãos entre as grades.

Dos seus crimes mais recentes, se destacam a chacina de quatro pessoas de uma mesma família, em que Lázaro matou o pai, dois filhos e uma mãe, esta última provavelmente sendo vítima de estupro antes da morte.

Se esse histórico criminal não causasse perplexidade o bastante, a aparente inaptidão da polícia estatal na perseguição a Lázaro Barbosa também acrescenta um tremendo nível de assombro a toda essa tragédia. Isso porque de acordo com informações do jornal Correio Brasiliense, Lázaro e sua família trabalhavam na chácara do sogro do delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal.

“O próprio Lázaro fez trabalhos lá, de gado e de pasto. Realmente é um cara do mato, conhece bem toda a região, conhece detalhes. Parecia uma pessoa normal nos contatos”, afirmou Robson Cândido, delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal.

Estranhamente, Cândido nunca trouxe à tona a ficha criminal, para saber qual o envolvimento de Lázaro, dizendo que ninguém jamais suspeitou de nada contra o sujeito.

O delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido.

De certa forma, é como se Lázaro fizesse questão de entrar na propriedade de um policial de elevada hierarquia, apenas com o intuito de rir e comprovar que ele pode fazer piada dos seus perseguidores.

Esse foi só mais erro da imensa lista dos erros estatais que custaram a vida e a integridade física de muitos inocentes. Qualquer um que acompanhou esse breve resumo do histórico do psicopata de Goiás já percebeu que muito sofrimento teria sido evitado se tão somente o criminoso fosse mantido confinado desde que praticou o duplo homicídio na Bahia 13 anos atrás. No entanto, a facilidade com que Lázaro saía de detrás das grades só atesta a completa falência do sistema prisional brasileiro.

Uma afirmação que é endossada por especialistas em segurança como Bene Barbosa, por exemplo, que afirmou que “o estado é ineficiente, incapaz” de garantir plenamente a segurança dos cidadãos.

O especialista brasileiro em segurança pública, Bene Barbosa.

Na opinião do especialista, o cidadão deve portar uma arma para impedir o avanço de criminosos contra uma propriedade privada, já que, embora seja alardeado que o estado é que deve possuir o monopólio da proteção ao cidadão, ninguém melhor do que o próprio cidadão para garantir a integridade de si mesmo e de sua família.

“A gente não pode terceirizar a defesa daquilo que a gente mais ama porque ninguém vai amar mais a sua família do que você mesmo”, diz Bene Barbosa.

O comentário de Bene é endossado pela realidade. De todas as vítimas de Lázaro, destacam-se algumas situações em que o mesmo não conseguiu seu intento criminoso. Situações essas em que as vítimas estavam armadas.

Uma reportagem do jornal Correio Brasiliense em sua cobertura sobre o caso, mostrou que um caseiro na localidade de Cocalzinho de goiás, trocou tiros com o criminoso impedindo a entrada do mesmo no sítio em que morava.

De todas as falhas estatais, porém, talvez as mais revoltantes sejam aquelas que permitiram a progressão de regime e a famosa saidinha de Lázaro em 2016, pois nesse caso a fuga não veio de um buraco na parede, mas de um buraco nas próprias instituições e na própria lei penal. Neste ponto, cabe uma breve reflexão: será que esses crimes são nefastos o suficiente para causar raiva e indignação em qualquer ser vivente?

A sociedade, cansada de tanta impunidade, se pergunta se esses fatos são sórdidos o suficiente para revoltar até mesmo os mais ferrenhos adeptos de políticas de ressocialização, ou se mesmo depois de tudo, ainda há quem encontrará uma forma de culpar a própria sociedade por todo o horrendo histórico criminal de Lázaro Barbosa.

Nessas horas é que o individualismo revela sua superioridade, pois quando um Lázaro bate a sua porta, é indivíduo contra indivíduo.

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