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Chegada da Jovem Pan à TV provoca teorias da conspiração sobre o fim do canal Loading

Chegada da Jovem Pan à TV aberta provocou uma onda de comentários sugerindo que Bolsonaro teria ordenado o fim do canal geek.

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A chegada da Jovem Pan à TV aberta está provocando uma onda de comentários com inúmeras teorias conspiratórias sobre o fim do canal Loading nas redes sociais. Isto porque nesta terça-feira (06), foi divulgado na imprensa, que a Jovem Pan supostamente tomará conta do canal 32 UHF de São Paulo, que hoje hospeda a Loading, emissora de TV que demitiu toda sua equipe, e anunciou o fim de sua grade inédita de programas em maio deste ano.

O vetor para a criação das teorias: uma notícia informando a ida do ministro das comunicações Fábio Faria à sede da Loading, no dia anterior ao do anúncio do fim do canal. O ministro teria favorecido a Jovem Pan em uma disputa com a CNN Brasil, também interessada na posse da estação aberta de canal.

Canal Loading chegou ao fim.

A informação foi dada com exclusividade pelo site Notícias da TV, que chamou de bolsonarista, a mesma rádio que foi acusada pelo jornalista Paulo Figueiredo Filho de ter aumentado a quantidade de notícias desfavoráveis a Bolsonaro, e suprimir comentários negativos ao governador João Dória, oposição aberta e declarada ao presidente.

Pra quem não sabe, Paulo Figueiredo Filho se desligou da Jovem Pan, no mesmo mês de maio, acusando Humberto Candil, diretor de jornalismo da Jovem Pan, de interferir na liberdade editorial da rádio. O jornalista alegou ainda, que Candil protegia um determinado político, cujo nome não revelou.

De acordo com o jornalista, as pautas desfavoráveis em relação a Jair Bolsonaro passaram a ser cada vez mais frequentes na Jovem Pan.

“Não porque a Jovem Pan odeia o Bolsonaro, mas o jornalismo da rádio está com viés diferente”, afirmou. Ao mesmo tempo, Paulo apontou que não seriam mostradas perspectivas negativas sobre João Dória (PSDB), governador de São Paulo.

Jornalista Paulo Figueiredo Filho se desligou da Jovem Pan acusando o diretor de jornalismo da emissora de interferir aumentando pautas desfavoráveis ao presidente Bolsonaro.

Paulo Figueiredo contou ainda, que internamente na rádio, alguns funcionários estariam menosprezando o noticioso ‘Os Pingos Nos Is’, um dos programas de maior audiência da emissora, apontado por opositores ao governo, como um programa de chapa-branca.

O fim não anunciado oficialmente pelo canal Loading, é o responsável por provocar comentários dizendo que o presidente Bolsonaro teria ordenado que o mesmo chegasse ao fim, quando os fatos que existem no momento, indicam que a Kalunga decidiu desistir de ser o principal investidor do canal geek, de acordo com Anderson Abraços, um dos diretores do canal.

No Twitter, furioso, o jornalista Felipe Goldenberg se manifestou dizendo que o governo Bolsonaro teria sido o único e exclusivo responsável pela sua demissão do canal geek.

No Twitter, diversos comentários alimentavam teorias sobre a suposta interferência de Bolsonaro no fim da Loading:

Notícias a respeito da crise que vive a rede de lojas de materiais de papelaria, porém, podem justificar a desistência do investimento no canal que ainda com o fim anunciado, pouco era conhecido por parte do público.

Com dívidas de aproximadamente R$480 milhões, a Kalunga chegou a vender uma de suas marcas de produtos próprios para papelaria, a Spiral. Cabe lembrar ainda, que Thiago Garcia, que era o CEO do canal, não é ninguém menos que o neto do falecido Damião Garcia, fundador das lojas Kalunga.

Com os fatos presentes, se existir alguma interferência governamental, a única teoria plausível, seria uma informação antecipada por Thiago Garcia ao ministro Fábio Faria, de estar desistindo do canal e concedendo o mesmo a quem estivesse interessado, e não que Bolsonaro, teria mandado o canal fechar, algo que nenhum fato substancial comprova.

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