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Google terá que pagar meio milhão de reais por censurar médico no YouTube

O médico nordestino Dr. Marcos Falcão decidiu acionar a justiça, após ter seu vídeo derrubado pela plataforma.

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Marcos Falcão é o nome do médico nordestino de Maceió, que se formou em plena pandemia, e atua na linha de frente do combate à Covid-19. De 2020, ano em que se formou, pra cá, Marcos atendeu diversos pacientes, salvando, até mesmo, a vida do próprio pai, que teve a forma grave da doença.

Em seu canal do YouTube, Marcos costuma passar informações baseadas no empirismo, ou seja, na sua experiência no tratamento imediato de pacientes com sintomas da Covid-19 ou com a doença confirmada por meio de exames.

Para a plataforma, o “crime” de Marcos, que já teve um vídeo derrubado, teria sido, desta vez, desrespeitar as regras do contrato que dizem proibir divulgar aquilo que a OMS não recomenda.

O buraco nesse caso, todavia, é muito mais embaixo. Isso porque em entrevista à jornalista Cristina Graeml, o médico disse não ter transgredido regra alguma, tendo noticiado apenas fatos descritos publicamente por um dos inúmeros laboratórios fabricantes de vacinas, e por pesquisadores, em um artigo publicado por uma entidade científica.

No vídeo em questão, publicado há algumas semanas e retirado do ar recentemente, Marcos lia a bula da vacina da AstraZeneca, que informava como a substância age após introduzida no braço de alguém saudável. Em seguida, fazia a leitura de parte de um artigo publicado no site da Associação Americana do Coração, explicando como o novo coronavírus que surgiu na China, provoca um processo inflamatório em células saudáveis, causando a doença Covid-19.

Toda essa treta acabou mal para o lado da Google. A atitude da plataforma de tirar seu vídeo do ar, acabou gerando o processo em que o Dr. Marcos Falcão conseguiu a façanha de ver o Google condenado a pagar uma multa bem pesada, ainda que pareça troco de bala para a big tech: R$ 50.000,00 por dia, podendo ser aplicada até 10 dias de descumprimento, ou seja, até meio milhão de reais de multa, caso insista na decisão de censura.

Ainda que Marcos não esconda suas opiniões até mesmo nas outras redes sociais, o vídeo derrubado pela plataforma, não trazia qualquer opinião política, ou mesmo médica, apenas informações oficiais. Talvez tenha sido por isso que o Google não recorreu da decisão judicial, embora siga ignorando o Judiciário e as leis brasileiras.

Ao médico resta esperar pelo depósito de R$ 500 mil das multas, e se preparar para suas próximas postagens em vídeo no YouTube, afinal o prazo do gancho de sete dias de punição, está prestes a acabar.

Marcos, no entanto, não se limita a falar sobre ciência e medicina, ele também se declara abertamente apoiador do presidente Jair Bolsonaro, divulgador do tratamento precoce, alvo de inúmeras polêmicas, e que pode ter sido um dos fatores pelos quais se tornou alvo de “canceladores”.

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