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Cofundador do YouTube rechaça decisão da plataforma de remover contagem de dislikes

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O cofundador do YouTube, Jawed Karim, criticou duramente a decisão da plataforma de vídeos de remover a visibilidade do contador de dislikes nos vídeos postados.

Como o empresário não mantém perfis atualizados em redes sociais, seu posicionamento foi notado após ele fazer a atualização de algo curioso: o campo de descrição do primeiro vídeo da história do YouTube, que é um clipe curto do próprio Jawed fazendo turismo em um zoológico. O arquivo original permanece no ar desde 2005 e foi publicado como um teste tecnológico da plataforma.

Reprodução de trecho do vídeo ‘Me at the zoo’, clássico da internet: o primeiro postado no YouTube.

Vale lembrar que o YouTube, nos primórdios não continha nem like ou dislikes. A avaliação de um vídeo na plataforma era feito por meio de notas de até 5 estrelas. Da mesma forma como é em serviços como o Google Play. Você se lembra?

A decisão de modificar para likes e dislikes veio com o tempo. Contudo, agora, a plataforma anunciou que removerá a contagem de dislikes dos vídeos, o que não agradou em nada o cofundador que vendeu sua plataforma para o Google.

Na íntegra, a mensagem de Jawed traduzida:

Assistindo ao anúncio de Matt Koval sobre a remoção de não gostos, pensei que algo estava errado. As palavras faladas não combinavam com os olhos. O vídeo me lembrou de uma entrevista que o almirante Jeremiah Denton deu em 1966. Nunca vi um anúncio menos entusiástico e mais relutante de algo que deveria ser ótimo.

Chamar a remoção de “não gostos” de uma coisa boa para os criadores não pode ser feito sem conflito por alguém com o título de “contato do criador do YouTube”. Sabemos disso porque não existe um único Criador do YouTube que pense que remover não gostos seja uma boa ideia – para o YouTube ou para Criadores.

Por que o YouTube faria essa mudança universalmente rejeitada? Há um motivo, mas não é bom e não será divulgado publicamente. Em vez disso, haverá referências a vários estudos. Estudos que aparentemente contradizem o bom senso de todo YouTuber.

A capacidade de identificar facilmente e rapidamente conteúdo impróprio é um recurso essencial de uma plataforma de conteúdo gerado pelo usuário. Porque? Porque nem todo conteúdo gerado pelo usuário é bom. Não pode ser. Na verdade, a maior parte não é boa. E tudo bem. A ideia nunca foi de que todo conteúdo é bom. A ideia era, porém, que em meio à enxurrada de conteúdo, havia grandes criações esperando para serem expostas. E para que isso aconteça, o que não é bom tem que cair de lado o mais rápido possível.

O processo funciona, e há um nome para ele: a sabedoria das multidões. O processo é interrompido quando a plataforma interfere nele. Então, a plataforma declina invariavelmente. O YouTube quer se tornar um lugar onde tudo é medíocre? Porque nada pode ser ótimo se nada for ruim.

Nos negócios, há apenas uma coisa mais importante do que “Tornar melhor”. E isso é “Não estrague tudo”.

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