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Segundos de copyright em vídeos antigos levam à exclusão de canais inteiros no YouTube

Viniccius13 e Gamer Patife são apenas alguns dos que passam pelo problema e manifestam desespero com o caso, além de indignação com a plataforma.

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Foto: Reprodução/Google

Apenas um mísero segundo com conteúdo protegido por direito autoral é o suficiente para condenar um canal inteiro à exclusão no YouTube. O acervo que em meses e até mesmo anos foi levado para ser edificado na plataforma, pode ser destruído com a mesma rapidez e facilidade com que se aperta um botão. Aliás, um clique. Em uma outra perspectiva, isso é o que basta para conseguir lucrar muito com o desespero de um criador de conteúdo para a plataforma de vídeos mais acessada da internet.

O esquema é simples: um youtuber grande com milhões de inscritos mantém, no acervo de vídeos de seu canal, um que contém o trecho de alguma música ou meme. Em uma outra plataforma de proteção a direito autoral, usuários maliciosos de uma empresa no exterior adquirem o direito de um meme ou música e aciona o YouTube. A plataforma logicamente proíbe, porém o vídeo continua no ar, devido ao fato de que a varredura eletrônica não detectou a infração, afinal o trecho não era protegido por copyright. Essa infração agora é usada pela empresa, que na tentativa de lucrar, ordenam que seus funcionários apliquem manualmente a denúncia à plataforma, colecionando seus reféns, para em seguida fazer o anúncio: ou o dinheiro, ou o fim do seu trabalho e projeto edificado por anos.

Para quem não sabe, um vídeo denunciado diretamente ao YouTube acarreta em uma punição de advertência conhecida como strike. O strike no Youtube foi o formato que a plataforma de vídeos desenvolveu para realizar a punição de produtores de conteúdo que não estão em sintonia com o cumprimento de suas regras. Três advertências dessas (que alguém malicioso pode denunciar a plataforma) levam à exclusão permanente de um canal no YouTube.

Essa brecha que a plataforma deixa aberta para usuários maliciosos foi denunciada nesta terça-feira (09) pelo youtuber Douglas Mesquita, mais conhecido como Rato Borrachudo. De acordo com ele, há uma ‘máfia de copyright’. Douglas se manifestou em seu Twitter após ficar sabendo do caso de Paulo Viniccius, o youtuber mineiro conhecido como Viniccius13.

“Começou um esquema novo de compra de direitos e o que era free antes passou a ser pago e conteúdos antigos agora são alvos de strike por causa dessa politica escrota de copyright do youtube.”, disse Douglas.

Paulo Viníccius pra quem não sabe, está passando por dificuldades após saber da notícia de que seu canal está prestes a ser excluído. Em meio a desesperadora informação que recebeu da plataforma, a solução foi investir na criação de outra conta, representando seu novo canal no YouTube: “Obrigado a todos que vieram se inscrever e que gostam dos nossos vídeos. Vocês são incríveis”, agradeceu Paulo aos quase 680 mil inscritos em seu novo canal.

O youtuber Paulo Viníccius Santos Ferraz, dono do canal Viniccius13 no YouTube.

Ainda sobre o problema que afeta youtubers como Paulo Viníccius, Douglas pontuou que a plataforma está ceifando o sustento de criadores de conteúdo por conta da politica da plataforma que favorece corporações maliciosas. O youtuber, que também passou pelo mesmo problema disse que há leis brasileiras de direitos autorais e, que se o criador de conteúdo está em território brasileiro, não se deve obedecer leis de fora do pais: “Estamos falando do sustento dos criadores de conteudo”, declarou.

O drama, atualmente vivenciado por Vinicius é compartilhado por outros criadores de conteúdo como João Paulo Siqueira, conhecido como Gamer Patife, que se manifestou indignado em sua conta oficial no Twitter. João Paulo declarou que a solução encontrada foi privar vídeos antigos.


Procurado pela Curiozone o YouTube não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

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