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Em editorial, jornal O Globo diz que foi um crime deixar as crianças longe da escola

Texto foi publicado no último domingo (12).

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Foto: Reprodução/Google

Ainda em junho deste ano, uma matéria da Curiozone repercutiu o comentário do cientista Jay Bhattacharya, que em entrevista ao britânico The Telegraph, afirmou que lockdowns “serão vistos como o erro de saúde pública da história”. Na entrevista o epidemiologista declara que aconteceram “enormes consequências colaterais” em manter as pessoas dentro de casa e isolá-las de seus entes queridos durante a pandemia do novo coronavírus que surgiu na China.

A medida em que o tempo passa, setores da mídia passam a perceber que a nova geração de crianças e adolescentes em casa, que ficou tanto tempo longe da escola, terá dificuldade em reparar os danos causados pelo lockdown. É o caso do principal jornal do Grupo Globo. Embora não cite quarentena, ou lockdown (palavras que nomeiam as medidas que muitos governos no mundo todo usaram para combater a Covid-19), no editorial publicado no último domingo (12), o jornal considerou um crime deixar as crianças longe da escola na pandemia.

Reprodução do texto editorial publicado pelo jornal O Globo em seu site.

A publicação inicia dizendo que deixar as crianças longe da escola por tantos meses, foi um crime que deixará marcas profundas em toda uma geração:

“Foi um crime (não há outra palavra) manter as crianças longe da escola por tantos meses. Um crime de reparação longa e custosa, que deixará marcas profundas em toda uma geração. É essa a conclusão inescapável a tirar do relatório “A path to recovery” (Um caminho para a recuperação), iniciativa conjunta de Unesco, Unicef e Banco Mundial publicada neste mês.”, inicia o texto.

De acordo com o relatório ao qual o jornal se refere, 1,6 bilhão de crianças foram afetadas em 188 países. Na média, foram 121 dias de aula totalmente perdidos e 103 parcialmente.

Aluno com mochila nas costas.

O jornal diz ainda que o ensino remoto ou híbrido não foi capaz de apresentar resultados satisfatórios, e afirma que a perda de aprendizado foi brutal. Quase dois anos depois da eclosão da pandemia, as aulas não tinham voltado ao normal para mais de 400 milhões. O documento estima em US$ 17 trilhões, ou 14% do PIB mundial, as perdas ao longo da vida dos afetados. No texto, o jornal prossegue esclarecendo que os danos não se resumem ao custo econômico.

Crianças retrocederam na maioria ou em todo o conteúdo acadêmico que teriam adquirido, com as mais jovens e mais marginalizadas perdendo mais.

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