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Reportagens atribuem falso crime a streamer, que garante: “Terão que responder por isso”

De modo capcioso, textos atribuem a Christoph Schlafner, ameaça contra deputado ativista LGBTQIA+.

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A madrugada desta sexta (28) foi de surpresa para Christoph Schlafner na internet. O streamer conhecido nas redes sociais como Chief, se revoltou ao ver que duas reportagens de grandes portais de notícias na internet, atribuíam a ele o crime de ameaça, praticada contra um deputado ativista LGBTQIA+ de São Paulo.

De acordo com a reportagem publicada pelo SBT News, o deputado Agripino Magalhães (MDB), que também é ativista do movimento Aliança Nacional LGBTI, teria recebido ameaças de morte na noite da última terça-feira (25). No print da ameaça feita via e-mail, o autor assina como Christoph Schlafner. Contudo, no endereço de remetente se observa um código criptografado. Algo que, no mínimo, deveria pôr em xeque a veracidade da assinatura da mensagem.

O portal Ponte Jornalismo foi outro que também publicou a reportagem com o print.

Para Chief, que sequer tinha ciência das mensagens, o propósito dos jornalistas foi o de fazer com que pessoas, que já não gostam dele, cometam atentados terroristas contra sua família como forma de represália por ter supostamente praticado o crime contra o deputado.


O streamer se defendeu apontando erros crassos de jornalismo nas reportagens, que ao que tudo indica, tinham deadline, ou seja, um prazo com data limite para publicação definido para quarta (26). No entanto, ambas não abriram espaço para que ele se manifestasse após a publicação das mesmas: “O que vocês estão tentando fazer é tão mal feito que não faz nem sentido alguém usar um e-mail anônimo pra ameaçar e depois assinar o e-mail”, disse Chief em sua conta no Twitter.

Christoph Sena Schlafner, o streamer conhecido nas redes sociais como Chief.

O streamer questionou ainda o motivo de terem trazido à tona outros processos que sofreu, e criticou o trabalho feito de forma capciosa pelos jornalistas: “Se o cara que fez esse e-mail colocasse que o nome dele era Neymar Jr. vocês iam fazer matéria imputando crime nele também?”.

Revoltado, o streamer disse que tem mulher e filha, e garantiu que acionará a justiça contra seus difamadores: “Vocês perderam a noção do mundo virtual e do mundo real? Eu sou pai, tenho mulher e filha, e se um maluco acredita nisso que vocês estão inventando e aparece pra fazer algo contra nós?”, disse.

“Obviamente tudo já foi encaminhado para meus advogados e terão que responder por isso”, concluiu o streamer.

Curiozone apurou, que há pelo menos um mês, outro portal de notícias também publicou uma reportagem expondo o nome de Chief. Se trata do portal do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que no fim do último ano publicou uma reportagem onde o nome Christoph Schlafner também aparecia em uma mensagem.

Na publicação, o jornal aponta que a vereadora trans Benny Briolly (PSOL), não teve pedido de escolta atendido após ter recebido ameaças de morte. Entre as ameaças, outra vez o nome de Christoph aparece, desta vez, sem print. O jornal O Dia, porém, nem chegou a consultar o streamer sobre o caso.

Especialistas ouvidos pela Curiozone afirmaram que a prática é semelhante à do doxing. Desta vez, porém, com a imputação falsa de um crime, sem que o acusado tenha o direito de se manifestar. De acordo com especialistas, se o suposto autor da mensagem, que seria Christoph, não respondeu aos questionamentos dos repórteres, o correto seria censurar seu nome, devido o fato dele ser uma pessoa pública já conhecida, ou publicar mediante o fim de investigações policiais que confirmassem a autoria da mensagem, do contrário, seria a aprovação de uma false flag, além da clara disseminação de uma fake news.

O doxing nada mais é do que a prática descobrir informações pessoais sigilosas de uma pessoa e divulgá-las online. Hackers usam o doxing para ameaçar, assediar ou se vingar de uma pessoa online. Ações que Christoph já sofreu em outros episódios, e afirmou que não irá mais passar por isso outra vez.

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