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Twitter se nega a deletar postagens a esmo e se compromete a servir à conversa pública

Rede social foi acusada de apoiar informações falsas, mas afirmou ter o desafio de “não arbitrar a verdade”.

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Desde o início da pandemia do novo coronavírus que surgiu na China, uma verdadeira avalanche de informações verdadeiras e falsas a respeito do momento tomou conta da internet. Diante disso, muitos usuários, no Facebook e até mesmo no Instagram têm experimentado o que é uma verdadeira cruzada contra o que a mídia tradicional vem considerando como desinformação, em um esforço para acabar com o que classificam como fake news.

No Twitter, porém, o buraco é mais em baixo. Isso porque apesar de claramente atuar no mesmo sentido das redes da Meta, ou seja, sinalizando informações falsas, alguns usuários, no entanto, consideraram que a rede social não tem sido combativa o suficiente com determinadas pessoas, perfis e contas que disseminam tais informações.

Recentemente, o caso do jornalista Guilherme Fiúza gerou a tag #TwitterApoiaFakeNews, que ficou entre os assuntos mais comentados da rede social. A alegação de quem usava a tag, era de que o jornalista, embora tenha tido seus tweets sinalizados como enganosos pela plataforma, ainda permanece com a conta ativa por lá e não teria sofrido suficientemente uma reprimenda como em outras redes como Facebook e Instagram.

Twitter se nega a deletar postagens a esmo e se compromete a servir à conversa pública.

Nesta quinta (06), a rede social, após os comentários que clamavam por uma punição ao Guilherme, se manifestou por meio da conta @TwitterSeguro dizendo que tem como desafio não arbitrar postagens e servir o debate público.

A rede social iniciou seu comunicado dizendo que tem, desde março de 2020, uma política para tratar informações enganosas sobre a Covid-19. Essa política, segundo o Twitter, não prevê a atuação em todo conteúdo inverídico ou questionável sobre a pandemia, mas em Tweets que possam expor as pessoas a mais risco de contrair ou transmitir a doença.

“Nossa abordagem a desinformação vai além de manter ou retirar conteúdos e contas do ar. O Twitter tem o desafio de não arbitrar a verdade e dar às pessoas que usam o serviço o poder de expor, contrapor e discutir perspectivas. Isso é servir à conversa pública”, disse a empresa.

A postura do Twitter foi elogiada por Monark, do Flow Podcast, que considerou como “acertada”, a postagem do manifesto da rede social: “Twitter acertou em cheio nessa, não cabe a nenhuma empresa de mídia social ser aquela que diz o que é verdade ou não. Ninguém tem a capacidade de ser o filtro absoluto da verdade na internet. E colocar alguém com esse poder ou prerrogativa apenas limitaria a liberdade de todos.”, disse.

Em seu comunicado, o Twitter deu ainda exemplos de como tem movido esforços para combater a desinformação e reforçar a informação considerada válida:

Aproveitando o ensejo, a empresa ainda reforçou quais são seus critérios, e garantiu que o selo de verificação na rede social tem apenas o objetivo de mostrar que a conta pertence a uma pessoa autêntica, e lamentou que seus funcionários sofram cobranças. Recentemente, para quem não sabe, a youtuber Bárbara Destefani, do canal Te Atualizei, conquistou um selo de verificado na plataforma, desagradando muitos haters.


Apesar das cobranças e acusações de inércia perante a desinformação, a rede social anunciou, em 2021, o Birdwatch: uma iniciativa para fazer uma verificação de fatos, ou fact checking, de forma descentralizada, diferente da forma como é no Facebook e no Instagram. A ideia é usar crowdsourcing, ou seja, obter informação de muitas pessoas diferentes para, assim, obter um resultado mais neutro, evitando a crítica comuns a agências de fact checking atuais de tendência ideológica para a esquerda. E realmente o resultado parece ser bem mais neutro que o das agências de fact checking. Não chega a ser perfeito, o grupo de teste ainda mostra tendência a esquerda, mas é bem menos que o que normalmente vemos nesse tipo de checagem. Lógico, as agências de fact checking não gostaram disso.

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