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Em entrevista, Galvão Bueno confirma que Copa de 2022 será a última que narrará na Globo

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O fim de uma era está se aproximando. Aos 71 anos, Galvão Bueno confirmou que a Copa do Mundo do Catar, entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, será a sua última como narrador na TV aberta. Um dos nomes mais marcantes do futebol brasileiro, o jornalista já deu voz a 10 Mundiais, ao longo de mais de quatro décadas. As informações são do portal Globo Esporte.

O anúncio da despedida foi feito pelo próprio Galvão, em entrevista ao jornal O Globo. O narrador ingressou na TV Globo em 1981 e, desde então, participou de todas as grandes coberturas de esporte na emissora. Entre elas, 10 Copas do Mundo, entre Espanha-1982 e Rússia-2018. Foi dele a voz que narrou as conquistas do Brasil em 1994 e 2002.

“Eu tenho contrato com a Globo até o fim do ano. E a gente resolveu que iríamos investir muito na minha participação na Olimpíada e, esse ano, seria seleção brasileira e Copa do Mundo. Estamos conversando para ver o que será depois do dia 18 de dezembro, que é o dia da final. Espero estar com saúde para estar lá”, disse.

Apesar de garantir que será seu último mundial, Galvão deixa o futuro na emissora em aberto, e não descarta outras funções na Globo.

“Temos até lá para resolver o que vai acontecer. Eu diria que hoje tenho uma consciência de que seria minha última Copa do Mundo narrando em TV. Tudo tem seu tempo. Ao mesmo tempo, que termina o contrato para essa minha sequência de 41 anos na Globo, com trabalho do dia a dia, programa, narração de jogos, com essas coisas, a tendência nessa conversa é que isso pare depois da Copa do Mundo”, comentou.

“Mas estamos negociando outras coisas. Outros caminhos. E, muito provavelmente, muita coisa nesse mundo digital e outras plataformas dentro do Grupo Globo. A Globo é minha casa”, seguiu.

Na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, Galvão protagonizou uma cena inesquecível. Ao ver a cobrança de pênalti de Roberto Baggio ir por cima do travessão de Taffarel – o que rendeu o título ao Brasil -, o narrador gritou loucamente ‘é tetra, é tetra!’, abraçado a Pelé. Ali, acabava um jejum da Seleção que durava 24 anos sem títulos.

Apesar de ficar marcado, principalmente, pelo futebol, Galvão também marcou época no automobilismo. Foram dele as narrações dos três títulos da Fórmula 1 de Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), de quem se tornou um amigo pessoal.

“Globo é minha casa. Então, a nossa conversa nesse momento é: o que irá acontecer, como deixaremos as portas abertas e que porta será utilizada depois do dia 18 de dezembro. É impossível você dizer no mundo “não, nunca mais”. A vida me ensinou isso. Mas neste momento eu diria, narração em TV aberta, não mais”, afirmou Galvão.

“É como o Roberto [Carlos] fala: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.

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