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Enfermeira dá copo com cachaça a paciente internada em hospital achando que era água

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Foto: Reprodução/Google

Antigamente, lá por volta do século XVIII era muito comum que médicos oferecessem cachaça para que seus pacientes não sofressem tanto em um procedimento cirúrgico.

Em uma cena da novela “A Escrava Isaura” de 2004, produzida pela RecordTV, o personagem Conde de Campos (Carlo Briani), esposo de Tomásia (Mayara Magri), precisa realizar a extração de uma bala o qual foi atingido em um duelo contra o vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco).

Como naquela época, a anestesia ainda não existia, antes de realizar o procedimento, o médico amarra o Conde na cama, e lhe oferece uma garrafa de aguardente e extrai a bala. Naturalmente que hoje, isso é extremamente incomum e completamente obsoleto, e em nada se justifica para o caso que aconteceu recentemente no interior da Bahia, onde de acordo com informações do portal G1, uma enfermeira ofereceu cachaça para uma paciente.

O caso aconteceu no último sábado (12), no Hospital Municipal de Santa Teresinha, cidade que fica a cerca de 210 quilômetros de Salvador. Segundo a trabalhadora, a situação aconteceu por engano, já que ela achava que o líquido era água.

Segundo a reportagem, uma sindicância foi aberta para saber o que aconteceu.

A paciente é a lavradora Zenilda Lisboa, que deu entrada na unidade sentido fortes dores no estômago. Nesta segunda-feira (14), a paciente segue hospitalizada e fará exames médicos.

“Fui medicada e colocada em observação. Só que eu estava com muita sede, garganta seca, com dificuldade para respirar, e aí pedi água para a enfermeira. Ela foi buscar a água e, quando voltou com o copo, bebi”, contou ela.

“Quando bebi, identifiquei que não era água, que era bebida alcoólica. Aí passei mal, vomitei e fiquei internada no hospital. Fui para casa, mas senti muitas dores no estômago, ardência e retornei para o hospital”.

A enfermeira Valci dos Santo explicou que pegou a garrafa com o líquido em cima de um armário, onde a equipe costuma deixar água para agilizar o atendimento aos pacientes.

“Na emergência desta unidade, a gente deixa sempre um recipiente com água em cima do armário da emergência. Para que isso? Para não perder tempo quando tem paciente passando mal e a gente não deixar o paciente sozinho para pegar água. Então, esse recipiente já fica lá, em cima do armário. Peguei um copo e enchi. Eu estava de máscara, não senti nenhum cheiro. Peguei a água e dei para a paciente”, explicou.

“Ela me perguntou: ‘o que é isso?’ Eu respondi: ‘água’. E ela disse: ‘não é água, não. É bebida alcoólica’. Aí tirei a máscara para cheirar e realmente era bebida alcoólica. Estava em uma garrafa de água mineral, porém o líquido dentro não era água mineral”.
Valci contou ainda que estava com a equipe de profissionais de saúde, que acompanharam a situação.

“O fato aconteceu desta forma, eu estava junto com uma equipe e todo mundo presenciou, mas quem deu a água a ela fui eu, que realmente achei que estava dando água”.

O secretário municipal de Saúde de Santa Teresinha, José Lindomar, pediu desculpas pelo ocorrido e disse que uma sindicância foi aberta para investigar como a cachaça foi parar na unidade.

“Quero aqui pedir desculpas à paciente e a todos os seus familiares. E frisar que estamos apurando esse acontecimento”, disse.

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