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Quase 57 mil recém-nascidos foram registrados sem o nome do pai no Brasil no início de 2022

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Quem é o pai? Ao menos conforme os registros feitos no início deste ano nos cartórios brasileiros, não é possível saber a resposta para essa pergunta com relação a um recém-nascido. Isso porque um levantamento mostra que de janeiro a abril, foram registrados 56,9 mil bebês por mães solo. Um índice que representa o maior número de recém-nascidos identificados somente com o nome da mãe, em comparação com o mesmo período de anos anteriores.

De acordo com informações do SBT, o levantamento mostra que em 2018, foram registrados 51,1 mil recém-nascidos somente como o nome materno. No ano seguinte o número aumentou: foram 56,3 mil. Em 2020, houve uma diminuição para 52,1 mil. Já em 2021, o número de crianças que não tiveram o pai reconhecido na certidão de nascimento foi de 53,9 mil.

Quase 57 mil recém-nascidos foram registrados sem o nome do pai no Brasil no início de 2022.

O estudo também aponta diminuição do total de nascimentos de recém-nascidos neste ano, totalizando 858 mil. Em 2018, foram 954,9 mil.

Segundo informações da agência Brasil, os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e obtidos a partir do Portal da Transparência do Registro Civil. Na plataforma, é possível acessar o módulo Pais Ausentes, que mostra os registros realizados nos 7,6 mil cartórios do Brasil.

De acordo com regras determinadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso o pai não queira reconhecer o filho, a mãe pode indicá-lo com genitor no cartório, que deverá comunicar o fato aos órgãos competentes para início do processo de investigação de paternidade.

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