O Neo Geo AES nunca foi apenas um videogame. Desde o lançamento, em 1990, ele construiu uma reputação quase intocável entre entusiastas, sendo frequentemente descrito como a “Ferrari dos consoles”. O motivo é simples: tratava-se de um hardware doméstico praticamente idêntico ao das máquinas de arcade da época, algo raro e extremamente caro. Décadas depois, esse status de luxo continua vivo e agora ganha um novo capítulo com o anúncio do Neo Geo AES+.
O novo console foi apresentado oficialmente no dia 16 pela Plaion Replai, em parceria com a SNK, detentora da marca. A proposta chama atenção logo de início por fugir das tendências recentes do mercado retrô. Diferente de outros relançamentos, o AES+ não é um mini console, não utiliza emulação tradicional e também não adota tecnologia FPGA. A ideia, segundo os responsáveis, é oferecer uma experiência mais fiel ao hardware clássico, mantendo o apelo premium que sempre definiu a linha.
O lançamento está marcado para 12 de novembro de 2026 e contará com três versões distintas. A edição padrão será vendida por 250 dólares e inclui o console, um arcade stick com fio e a fonte de alimentação. Já a Anniversary Edition, por 350 dólares, aposta em um visual diferenciado na cor branca e traz acessórios exclusivos, como um controle sem fio, memory card e um cartucho especial. No topo da linha está a Ultimate Edition, limitada e numerada, que custará 1.000 dólares e virá acompanhada de uma case com todos os cartuchos incluídos.
Falando em jogos, o modelo mantém um dos elementos mais icônicos do Neo Geo original: os cartuchos físicos. Ao todo, serão disponibilizados dez títulos, vendidos separadamente por 80 dólares cada. A lista inclui clássicos como Metal Slug, The King of Fighters 2002, Garou: Mark of the Wolves e Samurai Shodown V Special, além de outros títulos conhecidos do catálogo da empresa, como Big Tournament Golf, Shock Troopers, Pulstar, Twinkle Star Sprites, Magician Lord e Over Top.
Apesar do entusiasmo gerado pelo anúncio, há um obstáculo relevante para o público brasileiro. De acordo com as informações divulgadas até agora, a importação do console não foi liberada para o Brasil no site oficial da produtora. Isso significa que interessados no país podem enfrentar dificuldades para adquirir o produto diretamente, dependendo de alternativas não oficiais ou de futuras mudanças na distribuição.
Ainda assim, o Neo Geo AES+ surge como uma tentativa clara de resgatar não apenas jogos antigos, mas toda a proposta de luxo e exclusividade que marcou o console original. Em um mercado dominado por relançamentos compactos e acessíveis, a iniciativa aposta justamente no caminho oposto: alto valor, fidelidade ao formato clássico e foco em colecionadores dispostos a pagar por essa experiência.
