Segurar o próprio filho no colo depois do parto é quase um instinto. Mas, no caso de uma mãe britânica, esse momento simples virou um pesadelo médico raro e doloroso.
Em 2009, Joanne Mackie, de 28 anos, deu à luz seu filho James e, logo nas primeiras horas, percebeu que algo estava errado. De acordo com informações da FOX News, que repercutiu o caso, sempre que tentava amamentar ou se aproximar do bebê, Joanne desenvolvia bolhas dolorosas e uma intensa erupção cutânea que se espalhava pelo corpo.
O quadro era tão severo que ela precisou se cobrir com tecido de musselina antes de chegar perto do filho, como forma de reduzir o contato direto.
Após a realização de uma biópsia de pele, os médicos identificaram a causa: penfigoide gestacional, uma doença autoimune rara associada à gravidez. A condição faz com que o sistema imunológico ataque a própria pele, provocando inflamações, bolhas e forte sensação de queimação. Estima-se que o problema ocorra em apenas 1 a cada 50 mil gestações.
O sofrimento começou na manhã seguinte ao parto, durante a amamentação. Foi quando as primeiras manchas avermelhadas surgiram, evoluindo rapidamente para lesões mais graves. Sem conseguir sequer encostar no filho sem dor, Joanne descreveu o impacto emocional como devastador. Segundo ela, a ideia de não poder segurar James por tanto tempo era insuportável.
Diante da gravidade, os médicos iniciaram um tratamento com altas doses de esteroides. Após cerca de um mês, as dores diminuíram e as bolhas começaram a desaparecer, permitindo que o contato com o bebê fosse retomado.
Recuperada, Joanne celebrou o momento que tanto esperava desde o nascimento. Agora, finalmente podendo segurar o filho nos braços, ela descreve a sensação como um alívio profundo e afirma que não quer mais soltá-lo.