19/12/2018

Tem alguma lógica no que a Kéfera disse sobre mansplaining? Analistas garantem que não

A youtuber Kéfera protagonizou nessa semana, mais um episódio que muitos consideraram falta de respeito, arrogância e também intolerância. Wallace Negrão, participante da platéia do programa Encontro com Fátima Bernardes (e que foi convidado pela própria Fátima a falar sobre o assunto), segundo a atriz e youtuber não é uma mulher e portanto, não tem o direito de falar sobre feminismo para uma mulher. 


Kéfera afirmou que é desnecessária a opinião de Wallace uma vez que, por definição, o termo mansplaining significa “comentar ou explicar algo a uma mulher de maneira condescendente, excessivamente confiante e, muitas vezes, imprecisa ou simplista”. Ou seja, é o ato de um homem explicar para uma mulher algo que ela já saiba, utilizando normalmente um tom de voz de superioridade, de quem acha que é mais inteligente simplesmente por ser do sexo masculino.

Caso ainda não tenha visto o que aconteceu, assista neste vídeo:


Lugar de fala todo mundo tem. Protagonismo, não. É o que garante qualquer um que usa esse termo.

Mas será que isso tem lógica?

Durante as eleições, a youtuber protestou dizendo que poderia haver uma ameaça de nazismo no Brasil. O problema, é que de acordo com analistas, se a Kéfera seguisse a própria lógica do "mansplaining" e o lugar de fala, nem ela mesma poderia falar sobre nazismo, já que não é alemã e portanto, não tem lugar de fala e não pode ensinar nada sobre nazismo a ninguém, o que naturalmente é falso.

E por que exatamente Kéfera saberia e teria autoridade no lugar de fala só por ser mulher? O fato de ser mulher não significa necessariamente que uma mulher conheça sobre o feminismo, como também o fato de ser homem não que dizer que não conheça já que o que define o conhecimento sobre o feminismo, é a faculdade que qualquer pessoa tem de estudar sobre o assunto, ler livros, textos, artigos e muito mais.

O analista Caio Copolla durante o programa Morning Show da rádio Jovem Pan fez uma análise rápida mostrando o que de fato aconteceu:


Luba dá aula de educação, respeito e tolerância para Kéfera

O youtuber Luba, do canal LubaTV afirmou durante seu vídeo uma grande verdade: nenhum de nós aprendeu a debater na escola. Discutir e argumentar é o que faz com que nós venhamos crescer intelectualmente, além de desenvolver a habilidade de discutir com outras pessoas e talvez seja exatamente a falta disso, que fez com que atitudes como a de Kéfera, se expandissem na internet.

Um resumo breve do que o youtuber comentou está em seu vídeo e vale a pena ver:


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