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Buffoniando

Zyklon-B

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Foto: Reprodução/Google

 

Um dia após ter escrito o último texto, uma professora que trabalha comigo me indicou um filme para assistir: Negação. Esse filme conta a história de um negacionista inglês que abriu um processo na Corte inglesa para defender Hitler e negar o holocausto.  Baseados em fatos reais, o filme é ambientado nos anos 1990 e oferece um bom momento de reflexão. O negacionismo é uma corrente que defende a ideia do holocausto ter sido uma invenção para recriminar os alemães. E o mais curioso disso é: essa corrente está crescendo pelo mundo e ganhando seguidores não-alemães, o que é curioso! Pois, defender o ideal nazista sem se adequar a realidade étnica, beira à loucura.

Há evidencias cabais da existência do holocausto. Não há o que negar. Inúmeros registros fotográficos, filmográficos, sobreviventes, testemunhas e até nazistas que foram julgados pelo Tribunal de Nuremberg, reconheceram o genocídio. A tentativa de destruição das provas num ato desesperado em tentar demolir os campos de concentração, não foram suficientes para apagar tal fato.

Auschwitz, o mais famoso campo de concentração nazista, operava como uma verdadeira indústria fordista da morte. Além de ser uma engenharia e arquitetura para a morte, também ocorria trabalho forçado seguido de pouquíssima alimentação. Não só judeus eram vítimas desse plano, mas também portadores de necessidades especiais, prisioneiros de guerra, outras etnias e opositores políticos. Mortes como fuzilamento, inalação de monóxido de carbono e fome, eram extremamente comuns já antes da inalação do gás mortal, zyklon-b.

Fabricado pela IG Farben, nome inicial da empresa Bayer, era um pesticida usado para conter as pragas de piolhos. Entretanto, sua eficácia foi modificada em laboratório e era vendida em latas que continham granulados que, ao serem aquecidos, transformava-se no letal gás de cianeto de hidrogênio. Esses granulados eram colocados em uma tubulação na parte alta do prédio que era levado para o subsolo, local em que os judeus e os demais ficavam e rapidamente a transformação em gás ocorria. Como o gás é mais leve que o ar, ele precipitava-se para a parte alta afetando primeiramente os adultos. Com o desespero para sair daquela situação, as crianças e os mais vulneráveis acabavam sendo pisoteados e agredidos. Aos que sobreviviam ao desespero dos adultos, morriam pela inalação.

A morte era dolorosa. Ao inalar o gás, ele rapidamente impedia a oxigenação das células e imediatamente afetava o cérebro e o coração fazendo o indivíduo entrar em colapso. Dores fortes no peito e sangramentos, eram contantes até a morte por parada cardíaca.  Crises convulsivas  não eram incomuns. Esse processo de morte poderia levar até vinte minutos. Em outros casos, levavam segundos.  Após o “sucesso” da operação, um exaustor era ligado e sugava todo o gás para fora e começava a operação limpeza para novos grupos serem vitimados. Essa engenharia mostra a participação de uma mega empresa (capitalista) coadunando de muitas formas com o nazismo. Mas isso é para para buffoniar outra hora.

Insta: @leandrobuffon

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