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Buffoniando

Metanfetamina nazista

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Nas últimas olimpíadas, a Rússia foi punida por quebrar a ética e promover melhorias em seus atletas por meios ilícitos. Em outras palavras, praticando doping, através de substâncias laboratoriais. O doping não é novidade no meio esportivo. Mas você já parou para pensar sobre as guerras? No texto anterior falamos sobre o LSD e seu impacto no meio da sociedade civil e militar.

O cinema aborda o tema em forma de entretenimento, ou seja, a melhoria na capacidade humana. Quem não se lembra do clássico magrelo Steve Rogers? Como um rapaz tão magrinho se tornou um dos heróis mais famosos? A resposta é simples: tomando um soro produzido por cientistas. Com ele, suas capacidades foram amplamente melhoradas. Qual era o objetivo principal? Vencer o nazismo. Entretanto, os nazistas também promoveram “melhorias” em seus soldados.

Em 1938, uma droga foi sintetizada pelo laboratório Temmler, sem finalidades militares. O Pervitin nada mais era do que uma metanfetamina, ou seja, uma droga estimulante que age no sistema nervoso central, promovia uma capacidade impar de resistência física, permitia um período longo de ação sem que precisasse se alimentar ou beber água, sem contar que o sono  e a dor passavam bem distante das tropas nazistas. Isso não quer dizer que os demais exércitos não usassem estimulantes. Usavam. Mas não com a capacidade do Pervitin. A capacidade tecnológica dos alemães eram inquestionáveis. Mas só ela não ajuda a entender as investidas avassaladoras da Blitzkrieg.  Os soldados alemães estavam literalmente possuídos, porém de metanfetaminas.  A campanha na Rússia não seria a mesma sem o Pervitin. Como guerrear por meses num ambiente extremamente desfavorável? Quando o Pervitin foi observado na sociedade civil e o que ele proporcionava para os usuários, logo foi implementado em larga escala nas frentes de batalha. A orientação era tomar um ou dois comprimidos por dia. Entretanto, essa ordem era facilmente descumprida, pois no calor das batalhas os soldados faziam seu uso indiscriminado.

Todavia, o uso de drogas tem seu preço. Os soldados começaram  começaram a ter sintomas como: surtos psicóticos, sudorese excessiva, sistema circulatório com disfunção, ataques cardíacos fulminantes, problema cardíaco e a dependência química. Mesmo em uso moderado, o Pervitin causou muitas mortes. Ainda sim, a droga não foi deixada de lado entre os combatentes alemães.  A professora Virna Teixeira (Unifesp), relata que Hitler era usuário permanente de Pervitin. Para poder fazer seus discursos inflamados e longos, principalmente na segunda metade da guerra, Hitler não hesitava em fazer seu uso.  Filmes como A queda (2004), mostra bem o ditador com a saúde fragilizada  e bem debilitado. Segundo a neurologista, muito do seu quadro de saúde foi potencializado pelo uso da metanfetamina. Hitler teve hepatite, hipertensão e Parkinson, que são problemas que são decorrentes da utilização da droga.

O Pervitin foi proibido. Atualmente, na sociedade civil, muitos jovens consomem drogas da família do Pervitin utilizando o mercado paralelo. Seu uso é sob a alegação de fins para estudar, mas também utilizam em festas clandestinas com o mesmo intuito final: ficar ligadão.  Profissionais que precisam ficar acordados por longo períodos, também fazem uso. Mas isso é papo para outra hora.

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