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Mulher já teve cidadania negada na Suíça por ser “chata demais”

A ativista vegana holandesa Nancy Holten venceu a batalha e conseguiu a cidadania, mas antes teve seu pedido negado duas vezes.

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Você conhece alguém que é chato demais? Se você sabe de alguém que é uma pessoa extremamente arrogante, insolente e impossível de aturar, avise-a que ela pode ter sérios problemas para conseguir um passaporte de cidadania suíça.

Nancy Holten é o nome de uma mulher holandesa, vegana e ativista dos direitos dos animais. Hoje em dia ela pode dizer que conseguiu sua cidadania na Suíça. Algo que deveria ser fácil, não fosse por suas características. Isso porque em 2017, a negação quase unânime de residentes locais à sua cidadania suíça virou notícia no mundo inteiro.

Nancy Holten, vegana e ativista dos direitos dos animais.

A holandesa fez sua primeira tentativa de naturalização em 2015, quando foi aprovada pelas autoridades locais, mas foi rejeitada por 144 dos 206 residentes do comitê da aldeia local em uma votação, apesar de atender a todos os requisitos legais.

Tamanha rejeição por grande parte do comitê, foi pelo fato dela ser considerada “chata demais”.

De acordo com informações da BBC, a mulher ganhou fama de encrenqueira, depois de se manifestar não só em uma campanha contra as tradições locais de colocar sinos em volta do pescoço das vacas, como também contra corridas de leitões, corridas de cavalos locais, caça, distribuição de leite nas escolas e assados ​​dominicais.

Ativista holandêsa anti-sino de vaca venceu batalha pela cidadania suíça.

A mulher foi tão insistente, que não satisfeita em se manifestar contra uma tradição cultural, criando até mesmo uma página anti-sino de vaca no Facebook, também fez campanha contra os sinos da Igreja da aldeia.

A alegação de ativistas veganos como ela para tamanha insistência, é que os sinos de vaca podem ensurdecer os animais e afetar sua alimentação.

Depois da rejeição, Holten apelou para as autoridades dos cantões de Aargau, que acabaram se posicionando contra o comitê da aldeia, dizendo em um comunicado que considerava “todos os pré-requisitos para a naturalização cumpridos”.

Imediatamente, o cantão recomendou que o comitê da aldeia aprovasse o pedido de Holten, e disse que não havia justificativa para dizer que a ativista pelos direitos dos animais não estava suficientemente integrada para se tornar uma cidadã suíça.

O órgão, portanto, aprovaria o pedido de Holten diretamente, para que ela não tivesse que se candidatar uma terceira vez ao comitê da aldeia.

Pra quem não sabe, na Suíça, os residentes locais costumam ter uma palavra a dizer nos pedidos de cidadania, que são decididos principalmente pelos cantões e comunas onde o candidato mora, e não pelas autoridades federais.

A ativista vegana celebrou seu triunfo no Twitter, dizendo estar “apenas iluminada de felicidade”, depois de saber que ela finalmente tem um passaporte suíço.

Tanja Suter, presidente do Partido do Povo Suíço local, afirmou que Holten tinha uma “boca grande” e os residentes não queriam dar a ela o presente da cidadania se ela estava disposta a os irritar e não respeitar suas tradições.

Depois de se tornar cidadã, ela revelou sua pretensão de entrar para a política.

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