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Rússia ameaça EUA com ataque nuclear por conta de nova arma de Trump

As duas potências têm 92% das ogivas do mundo, mísseis suficientes para erradicar a civilização.

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O ano de 2020 não para de surpreender. Com a licença do trocadilho, a bomba da vez é o recado nada usual dado pelo Ministério das Relações Exteriores russo a escalada promovida recentemente pelo governo de Donald Trump. Isso porque a Rússia ameaçou diretamente os EUA com um ataque nuclear, se algum submarino americano fizer lançamento de míssil, independente dele carregar ou não ogivas atômicas.

Pra quem não sabe, os EUA anunciaram, no começo do ano, ter equipado um submarino lançado de mísseis balísticos Trident com uma nova ogiva de potência reduzida — 5 Kiloton, ou em termos mais familiares, 1/3 da força da bomba que simplesmente devastou Hiroshima em 1945.

De acordo com a nova doutrina nuclear americana, que foi implantada pelo presidente americano em 2018, o uso dessas armas táticas, que tem como objetivo anular alvos militares restritos, seria aceitável em algumas circunstâncias. Isso porque segundo essa alegação, os russos já tinham tal arma, embora não admitissem.

Submarino da classe Ohio dispara um míssil Trident desarmado na costa da Califórnia

A porta-voz do ministério russo, Maria Zakharova, disse que o movimento “aumenta o risco de um conflito nuclear”. “Eu gostaria de enfatizar que qualquer ataque de um submarino americano de mísses balísticos, independente de suas características, será percebido com um ataque com armas nucleares”. E completou dizendo, “De acordo com a nossa doutrina militar, uma ação desas será considerada motivo para o uso retaliatório de armas nucleares pela Rússia”. A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de colocar em uso a ogiva W76-2 no submarino USS Tennessee já tinha provocado críticas de parlamentares da Rússia, só que agora o caldo acabou engrossando.

O presidente Vladimir Putin tem criticado sistematicamente os movimentos de Trump, dizendo que ele aumenta o risco de uma guerra nuclear. Só que o russo está na vanguarda do desenvolvimento de nova armas estratégias, como mísseis hipersônicos e novos ICBMs. Não é preciso nem dizer que EUA e Rússia são as potências indiscutíveis no campo. Os dois países tem 92% das ogivas do mundo, o que é mais do que suficiente para erradicar a civilização. E tudo isso herança da Guerra Fria.

Segundo a Federação dos Cientistas Americanos, Moscou tem 1.600 dessas armas prontas para uso, e Washignton 1.750. As que são lançadas por submarinos americanos usualmente têm 455 kilotons, enquanto mísseis intercontinentais disparados de silos ou lançadores podem chegar a mais de 1 megaton.

É claro que ninguém espera que essas duas potências nuclares entrem em conflito, mas especialistas alertam que as ações americanas realmente tornam o risco de algum acidente maior acontecer, já que Donald Trump considera, de fato, a utilização de armas de baixa potência no caso de conflito com outros adversários: o Irã e a Coreia do Norte.

A Rússia, no que lhe diz respeito, continua com a rotina de exercícios militares, com ações semanais em diversas regiões e patrulhas aéreas.

Ninguém quer, nem de brincadeira, que o pior aconteça.

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